Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 07/01/2021
No limiar da contemporaneidade, a qualidade do ensino superior a distância configura um desafio que o Brasil foi convidado a planejar e superar. Na esteira desse processo, a falta de fiscalização efetiva nas instituições de ensino superior a distância funciona como problema principal. Além disso, a falta de profissionais especializados na modalidade EAD funciona como mola propulsora para a baixa qualidade do ensino.
Em primeira análise, é valido destacar que a falta de fiscalização efetiva nas instituições funciona como uma das principais causas do problema. Diante dessa conjuntura, o professor José Moran alerta que algumas instituições ofertam a EAD de forma simplista, apenas fornecendo o certificado. Desse modo, observa-se que a baixa qualidade do ensino superior tem sido tratada como uma espécie de ‘‘miopia ideológica’’ pelo país.
Em segunda análise, vale ressaltar também que a falta de profissionais especializados funciona como impulsionador da baixa qualidade do ensino EAD. Segundo o educador Paulo Freire ‘’ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.’’ Logo, a resolução desse problema mais do que palavras, precisa se tornar perspectiva.
Como apregoa Albert Einstein a questão não é somente ‘’encontrar a luz’’, mas reconstruir-se depois de alcançá-la. Transcendendo dessa realidade científica para os dias atuais, é imperativo criar um plano de ação que vise adotar medidas que possam oferecer capacitação para os profissionais da modalidade EAD. Para tanto, o governo em parceria como o Ministério da Educação precisa realizar investimentos pontuais para promover essa capacitação, por meio de cursos e workshops especializados em ensino a distância, com a finalidade de preparar os professores para oferecerem um ensino de qualidade, contribuindo para a formação de excelentes novos profissionais.