Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 defende uma educação de qualidade para todos. No entanto, no cenário brasileiro observa-se justamente o contrario, quanto aos debates sobre a qualidade do ensino superior a distância. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para minimizar os desafios enfrentados pelo Ensino a Distância (EAD) motivados pela falta de didática por parte de alguns educadores e pelas acentuadas desigualdades sociais.

Em princípio, vale lembrar que o EAD é uma forma de ensino praticado há anos por aqueles que têm dificuldades de conciliar estudo e rotina, mas que obteve seu auge durante a pandemia de Corona vírus. Diante disso, questões como a qualidade do terceiro grau através das telas se tornou uma icógnita. Estudos se tornaram primordiais e segundo a Organização Todos pela Educação, o alto número de cursos a distância apontou queda na formação de futuros educadores, já que pedagogia está entre os cursos mais praticados. Consequentemente, notou-se pouca didática e preparação para o ambiente escolar, por parte do corpo educador.

Ademais, como disse a compositora americana Libby Larsen ‘‘O grande mito do nosso tempo é que a tecnologia é comunicação’’ já esclarecendo um modelo excludente. A desigualdade social foi escancarada, no ano de 2020, pelo não acesso de todos ao ensino digital. Possíveis casos de reprovação em alta e internet lenta dificultaram o interesse dos estudantes, desafiando a educação. Como consequência, especialistas na área estudantil se tornaram contra reprovação automática diante de uma pandemia e aulas onlines, como mostra o site g1.globo.com.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção no problema. Assim, o Conselho Nacional de Educação (CNE) e o Ministério da Educação (MEC) deveriam investir na criação de localidades físicas, para usar a prática do ensino remoto em áreas de contato pessoal, ajudando  futuros profissionais a ultrapassar as telas e melhorar o EAD. Além disso, ajudas com transporte e internet gratuita poderiam diminuir os indices de exclusão social.