Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 15/01/2021

O ensino superior, como se conhece hoje, desenvolveu-se no século XVI pela fundação das primeiras universidades e faculdades. No entanto, a chegada da tecnologia acrescentou o fator distância como modalidade, que diminuiu a qualidade dos debates entre professor e aluno e desacelerou a evolução científica. Assim, cabe o Estado promover uma solução concisa e rápida para esse enclave.

Primeiramente, como se via antigamente nas ágoras, praças de conversação da Grécia antiga, o ambiente presencial da sala de aula é essencial e único para que atividades em grupo ocorram. Desse modo, imaginar um futuro quase utópico e rápido em lecionar à distância é limitar experiências essenciais em laboratórios, visitas a centros de pesquisa e projetos de extensão em campo, essas necessárias à construção do estudante. Assim, o projeto em questão deve ser levado com cautela para não produzir profissionais mal capacitados e uma ciência duvidosa.                     Outrossim, Descartes, com a criação do método científico, colocou  base a observação para elaboração de uma primeira tese, essa pautada nesse processo empírico que não ocorre em frente a um computador. À vista disso, a evolução dessa tese para uma hipótese e, finalmente, a uma teoria científica leva tempo; ainda mais se feito individualmente e à distância como trabalho de ensino superior. Dessarte, promover esse modo de educação atrasará avanços em todas as esferas da sociedade.

Infere-se, portanto, que o debate sobre a qualidade do ensino superior à distância é futurístico, entretanto utópico, visto as dificuldades e desigualdades presentes no Brasil. Nesse ínterim, exige-se ao Governo não somente olhar para esse projeto exclusivamente, mas, sim, a possibilidade de tornar mais seguro e difundido a educação presencial, através de mais ônibus aos estudantes e docentes por meio de rotas exclusivas a eles, assim não far-se-á como solução única a educação remota