Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 16/01/2021
A Constituição de 1988 garante inúmeros direitos, como o acesso à educação. No entanto, ao analisar a qualidade do ensino a distância no Brasil, nota-se que desafios, ainda, precisam ser superados. Esse problema, cuja causa se relaciona, sobretudo, a mentalidade capitalista e a priorização de cursos que são valorizados pelo mercado, gera sérias consequências como a desigualdade de oportunidades.
A priori, cabe destacar que o capitalismo é um dos principais motivos para a ausência de investimentos na educação a distância. Nesse contexto, o pensador alemão Karl Marx destacava que a ideologia capitalista foi fundada na desigualdade social. Nessa perspectiva, percebe-se que os cursos presenciais apresentam uma maior estrutura do que aqueles ministrados de modo online, uma vez que o mercado, ainda, valoriza as graduações presenciais. Devido a isso, alunos que cursam pelo ensino a distância são desfavorecidos, fato que corrobora com o pensamento de Marl acerca das desigualdades.
Em decorrência disso, a desigualdade de oportunidades tendem a aumentar na sociedade brasileira. Visto que, uma parcela considerável da população, por não ter a disponibilidade de fazer um curso presencial, muitas vezes por não conseguir conciliar sua rotina com os estudos, necessita optar pelo modo digital. Assim, por não terem acesso ao mesmo padrão de qualidade do ensino presencial, os alunos dos cursos a distância podem apresentar uma formação inferior. Como resultado, esses estudantes podem apresentar dificuldades para ingressar no exigente mercado de trabalho, isso porque não receberam o preparo adequado durante sua graduação.
Medidas, portanto, tornam-se necessárias para que a qualidade do ensino a distância seja garantida no Brasil. Nesse sentido, o governo federal, com auxílio do Ministério da Educação, deve promover políticas públicas que melhorem a estrutura da educação a distância. Para isso, é preciso que recursos da União sejam destinados, para as universidades de todo país, visando ao aperfeiçoamento na estrutura fornecida aos alunos como, a realização de melhorias nas plataformas nas quais são ministradas os estudos, a qualificação dos professores, para que estes venham estar preparados para o ambiente virtual, assim como, a instalação, nas redes de ensino, de uma internet de qualidade que viabilize a transmissão das aulas. Diante disso, os cursos apresentarão qualidade, independente da sua valorização frente ao mercado capitalista. Destarte, o direito à educação será garantido como preconiza a Constituição Brasileira.