Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 01/04/2021
Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, dizia que a educação é a melhor arma para mudar o mundo, afinal, ela abre mentes, caminhos e oportunidades. De tal maneira, que muitos buscam por meio do ensino, uma formação profissional.
A graduação é um objetivo almejado por todos, até mesmo pelos cidadãos com tempo escasso, cuja alternativa de conquistar um diploma é encontrada no ensino a distância. Entretanto, o perfil de universitário mencionado enfrenta grandes entraves para cumprir o cronograma de estudos, pois a maioria concilia essa tarefa com outras responsabilidades, como família e trabalho, o que prejudica o rendimento no curso. Além disso, as instituições de ensino a distância corroboram a problemática apresentada, uma vez que não possuem mecanismos que acompanham a evolução do estudante.
Em primeiro plano, a falta de orgãos reguladores configura a principal causa do problema apresentado, pois a prioridade de algumas instituições de ensino é ofertar uma rápida capacitação, ainda que de maneira deficitária. Segundo dados divulgados pelo MEC (Ministério da Educação), 75% dos alunos que concluem o ensino a distância, não atingem a metade de acertos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Por isso, medidas são necessárias para tornar, não só viável, como segura e eficaz essa nova modalidade de profissionalização.
O Ministério da Educação deveria promover um acompanhamento detalhado desses estudantes, por meio da criação de um orgão regulador do ensino a distância, cujos exames nacionais seriam aplicados semestralmente aos alunos, a fim de que cada estudante demonstrasse domínio do que aprendeu durante o avanço em sua grade curricular. Dessa forma, a imparcialidade conferida pelo MEC, proporcionaria uma avaliação eficiente e classificatória, à medida que seu desempenho representasse também a condição necessária para ingressar no semestre seguinte do curso.
Assim, a qualidade dos profissionais formados pelo ensino a distância seria, “de longe”, um referencial de excelência.