Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 24/05/2021
É certo que o crescimento da modalidade EAD vem crescendo inversamente proporcional a qualidade de ensino, e faz-se necessário debater sobre esta situação no país. Isso acontece devido ao despreparo destas instituições de ensino à distância, já que visam mais o lucro do que a qualidade e a ineficiência do MEC (Ministério da Educação), por falhar nas fiscalizações, cenário que deve urgentemente mudar.
Inicialmente, importante ressaltar que empresas como essas, visam mais o lucro, acabam por fornecer um produto de péssima qualidade. Um dado alarmante é que a maioria dos cursos de EAD (45,7%) se posicionou nos conceitos 1 e 2, considerados insatisfatórios pelo Ministério da Educação (MEC), nesse contexto, podemos inferir que com o crescimento desenfreado de cursos EAD, sem uma supervisão, a fim de fornecer o ensino de qualidade reflete no alto índice de reprovação no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), e consequentemente, uma má formação profissional.
Além disso, o Ministério da Educação tem papel importante nesse cenário. Apesar das empresas de educação superior conseguirem fornecer todos os requisitos conforme a LDB preconiza, apenas 2,4% dos cursos de EAD alcançaram o conceito 5, e que só a avaliação do Enade não garante que essas empresas elevem a qualidade de ensino. Tudo isso acarreta no péssimo desempenho e prejuízo, tanto para o estudante como para a entidade prestadora de serviço.
Logo, é fato que, é preciso melhorar a qualidade de ensino EAD no Brasil. Nessa perspectiva, é fundamental que, o Ministério da Educação, promova estratégia mais eficazes, já que, é imperativo que as organizações educacionais forneçam uma ótima educação, por meio de uma fiscalização mais rigorosa como por exemplo, avaliações periódicas e inspeções, para que assim, a população que necessita desse serviço possa se beneficiar e contribuir para o seu país.