Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 09/07/2021

Desde o surgimento da internet em 1969, houve uma ampla modificação do ensino, no qual foi implementado novas tecnologias e metodologias, como por exemplo, o ensino superior a distância. Assim, sendo esse método algo relativamente recente, sua qualidade é questionada por muitos, e isso também se deve a outros dois fatores: à falta de experimentação prática, e à grande flexibilização possibilitada pelo método.

Em primeiro plano, mesmo que seja possível passar todo o conteúdo teórico de forma clara e eficiente, o EAD torna, na maioria das vezes, impossível uma experiência prática, algo que diferencia, e muito, os estudantes do ensino remoto do presencial. Dessa forma, devido a essa falta de atividades que simulem a profissão, esses futuros profissionais acabam sendo vistos com maus olhos, o que acaba por diminuir sua empregabilidade.

Além disso, a grande flexibilização horária torna o aprendizado mais questionável, dado que ele depende muito mais da disposição do aluno, que decide quando e o quanto irá estudar. Não só isso, mas a impossibilidade de supervisão é um grande facilitador para trapaças em testes, devido ao fato do estudante ter acesso completo à internet, a qual pode ser utilizada para procurar as respostas dos testes.

Portanto, visto os fatos apresentados, o governo federal, juntamente com o Ministério da Educação, deve aumentar a confiabilidade dessa metodologia de docência por meio do desenvolvimento de softwares que, além de ajudarem a substituir as atividades presenciais por meio de simulações, também impossibilitem os alunos de utilizarem a rede virtual como auxilio para trapaças. Desse modo, será possível alcançar o objetivo de aumentar a empregabilidade dos profissionais que se graduaram a distância, uma vez que tal metodologia educacional será mais confiável.