Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 07/08/2021

A partir da “Terceira Revolução Industrial”, também conhecida como “técnico-científica”, os progressos na área tecnológica são de grande notoriedade, como a descoberta de medicamentos e vacinas. Entretanto, é possível identificar problemas na área educacional, em que a falta de desenvolvimento virtual é perceptível. Diante disso, os avanços que ensino superior a distância está tendo, torna-se necessário o debate sobre este tema. Entre as principais consequências expostas em questão, limitações educacionais e ensino excludente destacam-se.

Sob esse viés, cabe ressaltar as limitações educacionais encontradas no ensino remoto. Dessa maneira, em virtude da pandemia COVID-19, o modelo de educação à distância (EAD) tornou-se o único meio capaz de suprir as necessidades exigidas, para a segurança da saúde do indivíduo, na formação do aluno. No entanto, esse molde de ensino superior ganhou conhecimento somente a partir do ano 2016, explodindo no mundo desde então, segundo o jornal “BBC News”. Toda via, as limitações didáticas diagnosticadas nesse formato pedagógico virtual, como a falta de contato direto entre colegas e professores, que são fatores bastante influente na formação social, implica na socialização futura dessa geração.

Outrossim, é importante salientar, também, como esse modelo de ensino é excludente. Segundo a revista “Época”, cursos à distância acolheram pessoas que não podem estar no ensino presencial, o que torna essa prática bastante importante. Porém, devido à falta de infraestrutura básica em algumas áreas brasileiras, como as periféricas e marginalizadas, essa modalidade de aprendizado é convertida em não democrática. Pois, as camadas mais carentes sofrem com as limitações de internet e também com a indisponibilidade de computadores e celulares, que são fatores essenciais para o uso desse modelo didático. Além disso, é imprescindível destacar que nesse ambiente tecnológico não há bibliotecas de qualidades, que são elementos de extrema importância no aprendizado.

Portanto, fica clara a necessidade de melhorar a qualidade do ensino superior a distância no Brasil. Para isso, é fundamental que o Ministério da Educação, crie um código de capacitação profissional para todos os ensinos remotos, no qual será disponibilizado estágios obrigatórios para os estudantes, a fim de avaliar o aluno e o nível de ensino e, também, se está pronto para o ingresso no mercado de trabalho, por meio de pesquisas feitas a partir do que cada instituição virtual oferece. Para mais, é necessário que o Governo Federal disponibilize internet e computadores nas áreas mais carentes, para o uso didático. Assim, o debate sobre a qualidade do EAD no Brasil será de grande sucesso e produzirá o bem coletivo.