Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 09/08/2021

A procura por cursos superiores e graduações no método de ensino à distância tem uma expansão considerável dentro do território Nacional, gerando mais de 6358, 534 vagas em 2018. Os frequentes avanços tecnológicos e a democratização do acesso à internet no país colaboraram com o aumento da procura por esta modalidade. Entretanto, ainda há uma notória rejeição por parte da população e até mesmo dos próprios estudantes, citando negativamente alguns aspectos relacionados a EAD (Educação à distância), como por exemplo, a falta de socialização entre professores e alunos, bem como o preconceito sofrido dentro do mercado de trabalho.

A falta de comunicação e interação entre os estudantes e seus mestres tem se mostrado um coeficiente desfavorável na formação acadêmica e cultural de alunos que optam pela educação à distância, visto que, após formados grade parte destes alunos apresentam dificuldades no que diz respeito ao desenvolvimento de debates com indivíduos que não fazem parte do seu convívio diário. Graduada em Ciência Sociais pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Lídia Silva de Freitas, em uma de suas profissões diz que: “A internet aproxima quem está longe, mas distancia quem está perto.”

Contrapondo-se a essa ideia, segundo o grande educador e filósofo Paulo Freire, a educação à distância é uma forma facilitadora, onde pessoas menos favorecidas ou que não disponham de tempo, possam usar os recursos disponíveis para estar em um ambiente virtual de ensino. Dessa forma, a democratização do ensino e a garantia de educação para toda a população, conforme previsto na Constituição Federal de 1988 sejam preservadas, formando assim bons cidadãos.

Em suma, é fundamental oferecer a todos uma educação de boa qualidade, onde, visando em um mundo tão plural, a educação deve ser a maior e mais poderosa arma, como já dizia Nelson Mandela. A disponibilidade de aparelhos eletrônicos aos alunos, e também o incentivo a educação, desenvolvidos pelo Ministérios da educação, auxiliado por outros ministérios, através de campanhas e projetos socioculturais, podem exibir efeitos positivos e inovadores na educação e no desenvolvimentos social e cultural da população brasileira.