Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 12/08/2021
O filósofo Pierre Levy cunhou o termo “cibercultura”, que representa a nova fase da humanidade em que tecnologia avança em todos os espaços sociais, mas gera uma massa de excluídos. Embora, na maioria dos casos, o ensino a distância traga a praticidade para os estudantes, ainda há aqueles que por motivos financeiros não conseguem ter acesso a uma boa internet para realizar seus estudos. Além disso, mesmo os que conseguem concluir seu aprendizado online, por ser uma modalidade nova, os alunos formados a distância enfrentam preconceito no mercado de trabalho. Nesse sentido, convém analisar os fatores contribuintes em razão da problemática.
Primeiramente, é possível destacar como a desigualdade social interfere na realização dos estudos remotos. Desse modo, fica claro que quem mais sofre é a classe baixa, grande exemplo disso é o começo da pandemia da covid-19 os ensinos passaram a ser totalmente a distância e ficou mais evidente que os estudantes de baixa renda são os mais prejudicados, pois muitos não conseguem ter acesso a um celular com uma boa internet para que possam dar continuidade em seus estudos. Nesse âmbito, muito desses indivíduos acabam abandonando a escola sem concluir seus estudos e como consequência se tornam vulneráveis à pobreza e exclusão social. Logo, enquanto a padronização se mantiver corrente, difícil será a resolução do problema.
Ademais, é válido salientar o preconceito que os profissionais formados pelo ensino remoto sofrem. Indubitavelmente, por ser uma nova modalidade de ensino, as empresas acabam tendo preconceito aos profissionais formados a distância e como resultado são considerados especialistas piores do que os formados no ensino tradicional. Paralelamente a isso, cada ano cresce o ensino a distância e a infraestrutura das redes de educação não acompanha esse ritmo, ficando cada vez mais impessoal e burocrático. Outrossim, é que não existe uma fiscalização eficiente e suporte eficaz de um órgão especializado no setor. Assim, nota-se que faz-se preciso criar uma medida capaz de compater o prejulgamento profissional.
Portanto, medidas devem ser tomadas para a resolução do problema. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por melhorar o sistema de ensino remoto no Brasil, por meio de disponibilizar o acesso a um computador e internet para a classe baixa, mas também criar campanhas de marketing mostrando como funciona o ensino a distância para as empresas visitarem. Tais ações têm o intuito de fazer com que mais pessoas tenha acesso a um curso superior de maneira paraque consiga se encaixar no seu dia a dia e assim combater efetivamente o problema. Dessarte, os desafios atrelados as lacunas do ensino remoto serão mitigados.