Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 20/10/2021

A pandemia do Covid-19, iniciada no final de 2019, trouxe ao mundo uma nova realidade de vida, principalmente no âmbito educacional, uma vez que com o distanciamento social, estabelecido como principal modo de se evitar o contágio pelo vírus em questão, as aulas on-line substituíram a modalidade presencial. Nessa conjuntura, no Brasil hodierno, as aulas, principalmente a graduação, também começaram a serem remotas, o que coloca em pauta a qualidade do ensino superior a distância. Dessa forma, o aumento da evasão escolar, aliada à negligência do Estado são consequências da questao supracitada.

Em primeira instância, é mister afirmar que, consoante à ABED, Associação brasileira de ensino a distância, no ano de 2020, 42% dos estudantes deixaram a faculdade. Nesse contexto, muitos alunos, por não conseguirem se adaptarem ao novo modelo de aulas, assistidas, em sua maioria, pelos computadores e em casa, e por não terem o compromisso de assistirem fielmente às aulas, devido a não existência de uma rígida fiscalização, optam por abandonarem a graduação. Desse maneira, acentua-se o processo de evasão escolar, o que corrobora para aumentar a má qualidade da educação brasileira, pois há a redução do número de formandos anuais.

Outrossim, é válido ressaltar que, conforme Isaac Newton, astrônomo inglês, em sua primeira lei da física, conhecida como princípio da inércia, um corpo em repouso tende a permanecer em repouso, a não ser que haja a aplicação de uma força externa. Nessa perspectiva, a modalidade de aprendizagem remota não recebe investimentos governamentais suficientes, o que deixa os graduandos em um profundo desequilíbrio. Desse modo, a falta de iniciativa estatal gera uma estática na situação do ead, de forma análoga a lei física supramencionada, e, por conseguinte, catalisa a desqualificação do ensino superior nacional.

Destarte, torna-se essencial a tomada de medidas para a resolução do imbróglio citado acima. Portanto, cabe ao Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, orgão governamental encarregado do setor educacional brasileiro, deve, por meio de contadores e outros profissionais experientes em finanças, promover uma reestruturação das verbas destinadas às faculdades e universidades, a fim de aumentar o orçamento das diversas graduações e, por consequência, melhorar a qualidade do ensino superior a distância. Somente assim, o quadro contemporâneo será aprimorado.