Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 03/11/2021
A educação, ao longo dos anos, passou por diversas alterações em seu formato. Todavia, atualmente, a Educação a Distância (EAD) tem gerado resultados não tão positivos para os estudantes brasileiros. Desse modo, apesar de ser mais prática, a EAD apresenta baixíssima qualidade de conteúdo técnico, o que agrava ainda mais a precária formação superior brasileira e, além disso, forma profissionais despreparados para atuar em suas respectivas áreas.
Cabe destacar, em primeira análise, que a Educação a Distância apresentou baixos índices de qualidade, situação que torna a formação técnica brasileira ainda pior do que o modelo presencial. Segundo dados de um estudo da organização Todos Pela Educação, em uma escala de 0 a 100, dos estudantes que concluíram o curso a distância, 75% estão abaixo da pontuação 50 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), valor que fica próximo aos 65% para concluintes presenciais. Dessa forma, nota-se que a qualidade técnica dos brasileiros fica bem menos qualificada do que deveria ser.
Ademais, é possível ressaltar ainda que a fragilidade educacional é um grande na preparação dos profissionais que atuarão no mercado de trabalho. De acordo com a pesquisa supracitada, 6 em cada 10 estudantes do ensino à distância são integrantes de cursos voltados para a formação de educadores, o que faz com que a situação dificultar-se ainda mais. Isso ocorre, pois professores despreparados para atuar em escolas e faculdades também formarão alunos desqualificados e, dessa maneira, gera-se um círculo vicioso.
Torna-se evidente, portanto, que a EAD tem sido muito danosa para a formação superior brasileira. Desse modo, o Ministério da Educação deve promover uma inspeção mais incisiva da qualidade oferecida pelos cursos, por meio de avaliações bimestrais, as quais devem mostrar a real qualidade dessas instituições e, assim, elevar a excelência dessas. A partir dessas medidas, será possível melhorar o ensino superior brasileiro.