Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 15/08/2022

As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) promoveram a expansão de diversos nichos da sociedade brasileira, incluíndo o do ensino superior à distância. Nesse sentido, reduzindo os custos da cadeira de produção do conteúdo profissionalizante comum às instituições de ensino superior, barateou-se os preços dos serviços. Contudo, a qualidade dessa forma de graduação requer manutenção por parte das organizações que oferecem os cursos à distância e do Estado brasileiro, a fim de consolidar profissionais capacidados na sociedade.

Em primeiro lugar, vale dizer que o ensino superior à distância é predominantemente particular no Brasil. Nessa ótica, há instituições conhecidas como a Estácio e a Unip que ofertam cursos de graduação remotos com maior flexibilidade e por valores acessíveis. Em tal perspectiva, é facilitada a formação continuada de indivíduos que necessitam conciliar a graduação com afazeres profissionais e domésticos, além de quem não conseguiu ingressar no ensino superior público. Dessa maneira, depreende-se que instituições que promovem cursos à distância, com o perfil elucidado, corroboram a qualificação de brasileiros.

Todavia, é cabível salientar que a qualidade do ensino nas faculdades e universidades que oferecem a modalidade “ensino à distância” (EAD), necessita de debate. Nessa ótica, ao mesmo tempo em que o EAD a nível superior propicia mais acessibilidade, é imprescindível considerar que o conjunto de atividades que compõem os cursos presenciais, atualmente, inclinam a graduação não remota a uma posição mais favorável. Isso se dá porque, considerando as múltiplas inteligências discutidas pelo psicólogo Howard Gardner requerem diferentes habilidades e competências que, em muitos casos, são melhor trabalhadas em atividades que só o meio presencial oferece.

Portanto, é imprescindível que o governo federal trabalhe pré-requisitos adaptados às múltiplas inteligências de cada curso, com as habilidades e competências dos distintos contextos, de forma a manter a qualidade do ensino em qualquer esfera. Além disso, é essencial equilibrar os benefícios promovidos pelo EAD com os custos de cada instituição, elencando esse fator ao produto que é a qualidade no ensino, variável mais importante de todo o debate.