Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 29/06/2021

No fim de 2019, a COVID-19 foi encontrada na china, esse vírus trouxe diversas dificuldades para todo o planeta, pois a taxa de infecção e internação é muito alta (tornando-se uma pandemia), então a única saída obtida de maneira rápida e eficaz para contê-lo foi a vacinação em massa da população mundial. Entretanto, a maioria das fabricantes dessas vacinas são exclusivas, assim sendo essencial que as empresas retirem domínio em situações de calamidade pública, pois iria garantir menor desigualdade econômica entre os países e acalmaria a situação do vírus no mundo.

Primeiramente é importante destacar a corrida dos países mais ricos para ver quem vacina primeiro, no documentário “A Corrida das Vacinas”, é evidente que as nações mais pobres como a Zambia, não recebe a mesma quantidade que os EUA. Desse modo, enquanto o continente africano quase não recebe doses de vacina, e menos de 5% das pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a COVID-19, no primeiro semestre de 2021, por outro lado o continente norte americano já vacinou mais de 60% da população com a primeira dose, deixando evidente a problemática.

Além disso, no caso de uma pandemia, essa má distribuição de vacinas pelo mundo, ocasiona milhares de mortes nas nações mais pobres, ou seja, os mais vulneráveis podem ter mais chances de vir a óbito, mas os com melhores condições socioeconômicas uma probabilidade bem menor. Só para ilustrar, algumas doenças como a poliomielite que só veio a ser erradicada na África em 2020 , já no Brasil essa doença foi erradicada no final do século XX. É certo que o vírus acometeu de maneira minoritária como no exemplo o Brasil, já na África foi o oposto.

Portanto, os países e a OMS (Organização Mundial da Saúde) devem se juntar para a quebra de patentes das vacinas, assim podendo ser reproduzida por outro laboratório pagando apenas uma taxa para o criador, ademais a ONU (Organização das Nações Unidas) deveria facilitar a compra de equipamentos para as empresas de vacinas situadas em países pobres, e fazer com que as grandes potências mundiais pertencentes ao G-20 (Bloco econômico) aportem investimentos em iniciação científica nessas nações, para que tenha uma melhor distribuição de vacinas no mundo e maior igualdade entre as pessoas.