Debate sobre a quebra de patentes de vacinas
Enviada em 21/05/2021
A teórica política Alemã, Hannah Arendt, utiliza a expressão ‘‘Banalidade do Mal’’ para traduzir o formato trivial de instalação de problemáticas em sociedades contemporâneas. Essa perspectiva, analisada pela pensadora, simboliza claramente o comportamento dos governos mundiais diante da quebra de patentes de vacinas, já que é o monopolio da produção desse recurso que desacelera a vacinação da população mundial contra a Covid-19. Assim, cabe debater sobre a importância dessa desburocratização para alavancar a imunização mundial e instaurar o bem-estar da sociedade.
Em primeiro lugar, é importante analisar de que forma a quebra de patentes impacta no processo de vacinação da população de um país. Isso porque, quando ocorre a desburocratização de uma pantente, a empressa produtora desse recurso concede à terceiros o direito de produção do seu produto. Desse modo, a produção de vacinas abandona o monopolio de seu criador e passa a ser produzida em massa. Consequentemente, a maior fabricação ocasiona o desenvolvimento e a rapidez da imunização contra a Covid-19, o que assegura a saúde da sociedade. Nesse sentido, tal fato pode ser observado por uma matéria do Jornal O Globo, que enfatiza a quebra de pantentes pelo presidente Joe Biden, dessa forma, isso acelerou a vacinação e a imunização em todo território dos Estados Unidos. Por isso, evidencia-se que é tal ação dos governos mundiais é necessária para garantir a saúde pública.
Em segundo lugar, cabe ressaltar a relevância da democratização da ciência para garantir o bem-estar social. Segundo o sociólogo Auguste Conte, em sua corrente positivista, é enfatizado que as descobertas cientifícicas devem ser usadas para o progresso da sociedade. Seguindo essa lógica, nota-se que a patenteação de vacinas vai contra os ideais positivistas, uma vez que a ciência é usada estritamente como um monopólio capitalista e governamental. Sendo assim, conforme o pensamento de Conte, torna-se necessário desburocratizar a fabricação de vacinas como uma forma de democratizar o conhecimento científico e garantir o bem-estar social.
Portanto, infere-se que a quebra de pantentes no que tange à vacinação é uma medida necessária para combater a Covid-19, por isso, cabe às instituições mundiais efetivá-la. Primeiramente, cabe aos governos mundiais criarem um projeto de produção em massa de vacinas, por meio da desburocratização e investimentos em insumos para a produção, com o intuito de assegurar a imunização de sua população. Segundamente, cabe à Organização Mundial da Saúde realizar uma conferência com os desenvolvedores das vacinas, por meio de debates e acordos de fabricação, com o intuito de democratizar a produção desse recurso em países em estado crítico. Por fim, tais ações consolidarão a quebra de pantentes e assegurarão a vacinação mundial.