Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 26/05/2021

O mundo vive hoje uma espécie de caos urbano já vivido anteriormente pelo Brasil. A histórica revolta da vacina de 1904 no Rio de Janeiro, afamada pelo conflito entre sociedade e autoridades, retorna de forma lenta, progressiva e moderna, uma vez que, há tecnologia e ampla fonte de conhecimento. A tônica do problema, é o debate sobre a quebra de patentes de vacinas que implica não somente na questão da saúde social, mas também nas falsas informações aliada ao custo econômico do país

A vacina nada mais é do que microrganismos patogênicos, mortos ou atenuados, que serão introduzidos num determinado organismo a fim de provocar a formação de anticorpos contra um certo agente infectante. Apesar de raros casos de ineficácia, algo próximo de 1 caso em 600 mil segundo o doutor Mikhail Varshavski. A vacina se mostra indispensável para a sociedade, não só porque auxilia na prevenção de doenças, como também na sua possível erradicação, tendo como exemplo a varíola, que foi extinguida no século passado graças a vacinação.

Ademais, os grupos anti-vacinas promovem questionamentos e generalizam hipóteses sobre a disseminação de doenças. Embora haja grupos os quais vacinas não devem ser aplicadas, (como os idosos em idade avançada, para determinados tipos de vacina, como a febre amarela), sua eficácia nos demais não pode ser questionada. Sendo assim, devido a não obrigatoriedade da vacina, vive-se surtos constantes de epidemias, como o retorno do sarampo, pelo simples fato da falta de proteção adequada que as vacinas possuem.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para amenizar os impasses identificados.Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com o MEC, desenvolver, nas escolas, projetos que reúnam pais e alunos para o esclarecimento sobre a educação da vacinação, com cartilhas explicativas e com a participação de médicos.Outrossim, ele, em parceria com a mídia, deve criar campanhas de conscientização que reforcem a temática e indiquem onde o procedimento pode ser feito. Só assim, o direito à saúde será assegurado, como prescreve a Carta Magna.