Debate sobre a quebra de patentes de vacinas
Enviada em 28/05/2021
Com a pandemia de COVID-19 um assunto que passou a se popularizar muito foi o debate sobre a quebra de patentes de vacinas. Esta discussão vem tomando proporções ainda maiores nos últimos meses, visto que a pequena quantidade de vacinas disponibilizadas para a parcela mais pobre da população mundial e a falta de leis que garantam a distribuição destas vacinas está trazendo este debate de volta a tona.
Em primeira análise, é necessário analisar a pequena quantidade de vacinas disponibilizadas para a parte mais pobre da população. Como afirma a revista Nature, seria necessário cerca de 11 bilhões de doses para vacinar cerca de 70% da população mundial, no entanto, as doses já encomendadas estão sendo direcionadas à países mais ricos, fazendo com que a parcela pobre da população, que corresponde a aproximadamente 80% da população mundial, não seja vacinada de forma rápida e eficiente.
Em paralelo a isso, é necessário observar que muitos países não possuem leis que garantam a distribuição igualitária de doses da vacina. Por ser um assunto recente, as constituições não contam com leis que garantam que a vacina seja igualmente distribuída para toda a população. Muitos países, como os Estados Unidos por exemplo, não contam com sistemas de saúde públicos como o Brasil, o que pode fazer com que parte da população não receba acesso à vacina.
Em última análise, é preciso analisar todos os fatores para se chegar a uma conclusão adequada. Para melhorar a situação da distribuição das vacinas e para tentar atenuar o debate acerca da quebra de patentes, é necessário que Organizações Não Governamentais internacionais entrem em ação, e começem a propor a criação de leis ou de sistemas de saúde pública em países que já não possuam estes em questão. Além disso, seria ideal que essas mesmas ONGs entrassem em contato com grandes redes televisivas e redes sociais de internet para a criação e promoção de campanhas que ajudem a influenciar as pessoas a apoiarem a causa.