Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 28/05/2021

O médico oncologista e escritor Drauzio Varella afirma que “as vacinas foram o maior avanço da história da medicina.” Analisando o pensamento que ressalta o quão importante é a vacinação relacionada à situação que o país se encontra, conclui-se que o quadro de agravamento da pandemia no Brasil fez emergir com força o tema da quebra da patente de vacinas contra a covid-19. Tal cenário é reflexo da falta de estratégias eficientes para a rápida imunização da população, visto que caminha de maneira vagarosa, principalmente em países de renda baixa e média.

Primeiramente, convém abordar, que a lenta imunização da população brasileira se deve à recusa do governo Bolsonaro em negociar lotes do produto precocemente ano passado. Por esse motivo, políticos e diferentes especialistas vem se manifestando favoravelmente à quebra de patente de vacinas contra o covid.

É preciso considerar também que há pontos de vista diferentes sobre o assunto, já que muitas opiniões estão divididas. De acordo com o médico e cientista Kenneth Chien, a quebra das patentes vacinais não bastará para que os países menos favorecidos tenham mais injeções num prazo mais curto. Também ressalta que é necessário outra estratégia pois esta levaria muito tempo.

Portanto, fica claro que medidas são necessárias para atenuar essa problemática. A Constituição Federal determina, no artigo 196, que a saúde é dever do Estado, desta forma, deve-se criar estratégias para a vacinação da população em um curto período e de uma maneira mais ágil.