Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 28/05/2021

Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.” em paralelo com o cenário atual da Covid-19, onde está em pauta a quebra de patentes de vacinas. Dito isso, pode-se verificar como agravantes do debate em questão a ineficiência estatal perante a esta situação e a hegemonia de um pensamento que visa somente o lucro em abnegação à saúde humana. Portanto, é preciso que haja uma rápida mitigação da problemática abordada.

Na visão do filósofo inglês John Locke, cabe ao Estado a proteção a todos os indivíduos, bem como a garantia à vida, à propriedade e à liberdade, que são direitos inalienáveis; essa ideia hoje é fortalecida pelo artigo 25° da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ou seja, a saúde deve ser uma é um direito a todos e isso é dever do estado. Nos dias atuais pode-se ver a ineficiência estatal ao cumprir com o seu dever de dar o direito de saúde aos cidadãos em questão da quebra de patentes da vacina da Covid-19.

Nos tempos modernos, o capital está sendo uma das coisas mais importantes na vida das pessoas, deixando muitas vezes com que ressalte à saúde; segundo o sociólogo Karl Marx “O capitalismo gera o seu próprio coveiro.” No cenário atual da pandemia da Covid19 pode-se notar isso na compra e distribuição de vacinas, no qual há uma disputa desigual e elitista, reforçando o supra mencionado anteriormente.

Em síntese urge a criação de medidas para os imbróglios em questão. Sendo assim, faz-se necessário políticas econômicas e de saúde que possibilitem protocolos acessíveis na compra de vacinas para toda a população, sem fazer distinção. Essas medidas devem ser adotadas perante o Estado, principalmente por meio do governo federal de cada país, que podem criar através de decretos, medidas em conjunto em âmbito mundial. Dessa forma, tal problemática pode ser paulatinamente atenuada.