Debate sobre a quebra de patentes de vacinas
Enviada em 28/05/2021
“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão da quebra de patentes de vacinas, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema, dificultando a rápida vacinação em massa. Nesse contexto, torna-se evidente como causas as questões políticas, bem como a priorização de interesses financeiros.
Em primeira análise, as questões políticas mostram-se como um dos desafios à resolução do problema. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar a saúde das pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, a quebra de patentes de vacinas da covid-19 não encontra o respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta a rápida vacinação da população podendo gerar uma nova variante.
Outrossim, a priorização de interesses financeiros ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Indústria Cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural. Diante dessa perspectiva, problemas como o da quebra de patentes florescem em virtude da supremacia de interesses financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções. Assim, sem a vacinação tem-se a vulnerabilidade da população sobre a covid, o que acaba por agravar o problema.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Para esse fim, é preciso que ONG’s, em parceria com mídias de grande acesso, criem campanhas nas redes sociais que façam a sociedade repensar a priorização de seus interesses financeiros. Tais campanhas devem refletir a atuação desses interesses sobre ser contra a quebra de patentes e acelerar a vacinação, para que a população possa decidir criticamente quais são as prioridades que promovem um bem-estar coletivo. Dessa forma, a máxima de Hannah Arendt seria concretizada na realidade brasileira