Debate sobre a quebra de patentes de vacinas
Enviada em 10/06/2021
Em seu livro “Utopia”, Thomas More, imagina uma sociedade esclarecida, em que todos são capazes de participar ativamente de um processo transformador de conscientização, evidenciando dessa forma a importância da igualdade entre seus cidadãos. Diante disso, é lícito afirmar, que no Brasil, seus habitantes, enfrentam sérios desafios no que diz respeito às patentes das vacinas, como esse entrave das instituições reguladoras, que dificulta o acesso a esse recurso e a ausência de apoio de uma parcela considerável da população por conta da cultura de medo em torno da vacina.
Nesse cenário, nota-se que as vacinas possuem muita burocracia atrelada para sua aquisição, em decorrência de vários requisitos que são exigidos para sua utilização. Nesse viés, cabe mencionar a ideia do ilustre filósofo Inglês John Locke, que trata a questão das atribuições do estado, que este sendo responsável por garantir a vida e saúde da população. Evidentemente, isso denota uma realidade na qual a sociedade brasileira está inserida, pois o Brasil sendo um país em desenvolvimento, a maior parte da população, depende exclusivamente do governo para ser vacinada. Por conseguinte, constata-se a necessidade da quebra de patentes pelas instituições competentes, para facilitar a aquisição desse produto.
Ademais, é necessário entender, que as vacinas enfrentam sérios problemas relacionados a cultura de medo da população, a exemplo das vacinas provocarem outros males, como o autismo em crianças recém-nascidas. Nessa perspectiva, constata-se divergência com o “Programa Nacional de Vacinação”, que voga sobre uma cobertura completa da população sem exceções. Assim observa-se, diante de condições efetivas de comunicação entre o conhecimento técnico e a população, pois, à falta de comunicação sobre a vacina acaba sendo muito difundida por outros meios, que proliferam informações incoerentes a este mecanismo. Infere-se, então que as políticas de divulgação das vacinas devem ser mais efetivas.
Em síntese, o Brasil tem enfrentado diversas dificuldades, para vacinar sua população. Sendo assim, cabe a mídia estabelecer projetos publicitários, dedicados a conscientização e apoio da população à pratica da vacinação, visto que é um forte mecanismo de persuasão. Isso deve ser feito mediante campanhas de sensibilização, a fim de que a população apoie projetos, que beneficiem sua aquisição. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde, por meio do Congresso Nacional criar uma PEC (Projeto de emenda à Constituição), para a quebra das patentes de vacinas. O objetivo dessa medida é garantir que todos tenham maior facilidade para sua aquisição. Assim, a sociedade brasileira, poderá exercer, propriamente, o que rege a campanha nacional de vacinação.