Debate sobre a quebra de patentes de vacinas
Enviada em 14/06/2021
Em 2007, os jornais do Brasil anunciavam a quebra de patentes dos remédios contra o HIV, nos dias atuais, os brasileiros e todos os cidadãos do mundo debatem sobre algo muito parecido com o que ocorreu nesse ano: quebra de patente da vacina contra a covid-19, doença que causou uma pandemia fatal. Dentre as diversas opiniões a favor, é possível destacar duas principais: aumento do número de vacinas pelo barateamento no custo dos imunizantes e acesso dos países emergentes à produção.
É importante ressaltar a baixa no preço da vacinação uma vez que, segundo a revista “Exame”, o mundo necessita de 11 bilhões de imunizantes, mas dos 8,6 bilhões já conquistados, a maior parte foi para países ricos. Dessa forma, entende-se que mesmo com as nações mais desenvolvidas possuindo as vacinas, nada adiantará, se nesses países não está toda população mundial e, visto que uma pandemia afeta um planeta, não somente um país, a imunização somente das pátrias desenvolvidas não significaria o fim da pandemia, porém, somente um controle dela. O perigo está no fato dela se alastrar pelos países pobres e até mesmo desenvolver uma nova variante, o que poderá chegar nos mais desenvolvidos também e a situação pandemica se repetirá. Além disso, a ruptura de patente e barateamento dos custos ajudará nações em desenvolvimento, que mesmo comprando os imunizantes, enfrentam desafios para as compras, todavia, com o barateamento, ocorreria a aceleração da vacinação.
Ademais, a quebra de registro levaria também aos países em desenvolvimento à produção de vacina nacional. Visto que, perante o site “Canaltech”, as nações emergentes não possuem recursos para investir em pesquisas a fim de dar vida aos imunizantes ou iniciar uma produção e, se conseguissem recurso, levaria muito tempo, algo desestimulante já que o mundo enfrenta uma pandemia mortal, e todo tempo é muito. Além de que a produção das vacinas contra o coronavírus nas pátrias emergentes, levaria o maior acesso dos imunizantes por todo mundo, inclusive nos países mais carentes já que, quanto mais tem no mercado, menor o preço fica. Assim, o quadro da aceleração da vacinação e a possível extinção da covid, ocorreria novamente.
Diante do exposto, a OMS (Organização Mundial da Saúde), maior órgão responsável pelo bem estar do mundo, deveria conscientizar a sociedade da importância da vacina por meio de jogos interativos, podcasts, músicas, notícias e anúncios com intuito de que a população convença seus governantes de quebrar a patente. Os cidadãos de todo mundo, responsáveis por determinar o rumo de suas nações, poderiam cobrar do governo de seus países a desagregação da patente usando e-mails, abaixo assinados e greves com o objetivo de acelerar a vacinação e possivelmente, dar um fim à enfermidade.