Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 09/06/2021

Sabe-se que a globalização influencia os países desde os primórdios da Terceira Revolução Industrial, na década de 50. No contexto, ocorreu uma forte influência do capitalismo e, consequentemente, aumentou a desigualdade socioeconômica entre os países. Todavia, tal desigualdade continua crescente no atual momento pandêmico, enfrentando diversos problemas, como a distribuição desigual de vacinas contra o coronavírus, conflitos políticos e entre outros. Desse modo, os debates sobre a quebra de patentes das vacinas acontecem por razões da falta de acordo mundial entre os blocos econômicos e pela desigualdade na compra dos imunizantes.

Em princípio, cabe mencionar a falta de acordo mundial entre os principais blocos econômicos e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nessa lógica, segundo o revolucionário comunista Vladimir Lênin, um passo atrás para dar dois à frente. Contudo, as grandes potências mundiais, que deveriam entrar em um acordo para ajudar a combater a doença viral, permanecem inertes em suas funções, influenciando ainda mais à problemática enfrentada por diversas pessoas no momento atual e, com isso, vão contra os pensamentos de Lênin, na qual deveriam resolver os problemas atuais para avançarem ‘‘dois passos’’ no futuro.

Outrossim, cabe retomar a desigualdade existente entre países ricos e pobres na compra dos imunizantes. Nessa perspectiva, tal ação desigual contribui ainda mais com os debates sobre a importância da quebra de patentes das vacinas contra o coronavírus, visto que, alguns países do hemisfério Sul - em comparação com o hemisfério Norte - possuem baixas porcentagens dos imunizantes. ‘‘Enquanto as nações mais pobres, que correspondem a 80% da população mundial, têm acesso a menos de um terço das vacinas disponíveis’’, dados divulgados pelo site Exame.

Portanto, é evidente a adoção de medidas para resolver os impasses. Para tanto, é dever das autoridades dos blocos econômicos, da OMS e ONU entrarem em consenso sobre a formalização da quebra de patentes das vacinas contra o coronavírus, com a escolha de alguns dos imunizantes mais eficientes a longo prazo, com o intuito de diminuir os problemas causados não só pelo coronavírus, mas também, por outras doenças. Isso pode acontecer por meio da utilização de ferramentas mundiais de debates destinadas as nações, como por exemplo, a cúpula do poder, utilizada por diversas autoridades. Dessa forma, será possível tornar o mundo em que vivemos um local seguro, equilibrado e preparado contra a pandemia da doença atual e futuras.