Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 09/06/2021

Segundo o romantista e estadista francês Victor Hugo: “A primeira igualdade é a justiça” de maneira análoga, na atualidade, esse conceito não se efetiva, uma vez que não há a quebra de patentes da vacina contra a COVID-19 o que impede o estabelecimento da justiça social. Isso se deve não só a formação do Estado em impedir a autorização da quebra de patentes como também a consequência que isso tráz de mais óbitos brasileiros vítimas da doença por falta de vacina.

Vale ressaltar, de inicio, que a falta autorização do Estado pela quebra de patente é a causa do problema em questão. Nesse viés, segundo Emille Durkheim, sociólogo francês, o conceito de anomia consiste na desintegração das normas sociais causa das patologias da sociedade moderna e individualista. Nessa perspectiva, pode-se relacionar o conceito a quebra de patentes o que, por conta da inrresponsabilidade do Governo provocou o aumento de casos brasileiros de COVID-19 tal conjuntura reflete-se na morte de milhões ratificando, assim, o conceito anômico.

Ademais, cabe destacar a ineficácia de políticas governamentais. Isso por que quanto mais vacinas mais verba precisa ser investida pelo Governo, os mesmos que recusam o investimento, logo isso dificulta a superação desse imbróglio. Nesse sentido o jornalista Gilberto Dimenstein designa, em sua obra cidadão de papel, o brasileiro como individuo com os direitos teorizados porém, não efetivados. Essa lógica pode ser aplicada ao contexto atual ja que o direito a vacina não se efetiva pela precariedade do poder publico.

Portanto, faz-se necessária a superação desse impasse. Para isso  as Mídias Sociais devem atuar mediante a discussão do tema para que a população seja esclarecida sobre a urgência da situação e, assim, a realidade possa ser transformada. Outrossim, cabe ao Estado investir no combate a COVID-19, por meio de reorganização das prioridades orçamentais a qual permite a quebra de patentes e compra de vacinas afim de reverter o quadro de mortes brasileiras, assim, será possível estabelecer a justiça social.