Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 10/06/2021

Na série brasileira “Sob Pressão”, é retratado um hospital público, onde muitos enfermos morrem devido a falta de recursos financeiros que afetam as condições de atendimento do local. fora da ficção, observa-se, na atualidade, realidade análoga à abordada na série: a resistência à quebra de patentes de vacinas evidencia a elitização global e coloca em risco a vida de todos, sobretudo dos mais pobres. Diante disso, deve-se entender como a problemática em questão contribui para o aumento da desigualdade social e para a manutenção de doenças que assolam a humanidade, e como resolvê-la.

Primeiramente, cabe abordar como a manutenção da patente de vacinas potencializa a desigualdade social. Isso porque, segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, o maior erro do homem é trocar a saúde por  outro benefício. Tal lógica, noentanto, não é considerada na atualidade: os interesses políticos e econômicos que envolvem a produção e o comércio de imunizantes dificultam o acesso de países pobres à proteção, visto que, essas nações não detém informações para a fabricação, nem tão pouco poder de compra sobre vacinas com altos preços. Assim, os governantes de países  ricos não priorizam a saúde mundial, como previsto por Schonpenhauer, mas ao contrário, abrem mão do bem-estar dos mais pobres por questões diplomáticas, potencializando a desigualdade social na atualidade.

Ademais, outro fator negativo promovido pela manutenção das patentes de vacinas é a falta de segurança mundial. Nesse sentido, o filme “Contágio”, retrata a história de uma pandemia que assola o mundo e impede que qualquer indíviduo esteja seguro enquanto todos não estiverem a salvo. Paralelamente, a realidade imita a ficção: a manutenção do sigilo de informações importantes para a produção e redução nos preços dos imunizantes inviabiliza que as vacinas sejam acessíveis a todos de forma rápida. Como consequência, doenças a exemplo da Covid 19 não são combatidas com eficiência e aperfeiçoam-se por todo o globo, colocando a vida da população mundial em risco eminente.

Fica claro portanto, a necessidade de um debate a nível internacional sobre o tema. No Brasil, cabe aos Ministérios da Saúde e da Economia estabelecerem soluções para o problema. Para isso, a  criação de comissões que debatam com os países ricos a quebra de patente das vacinas em troca de benefícios comerciais com o Brasil, a fim de assegurar a rapidez e a efetividade das  campanhas de vacinação no país é fundamental. Além disso, investir em estudos que desenlvovam imunizantes nacionais com patentes acessíveis em tempos de pandemia é indispensável.  Somente assim será possível priorizar a saúde, como previsto por  Schopenhauer, garantir que  os brasileiros tenham acesso a imunização rápida e assegurar que  realidades como as de “Sob Pressão” fiquem somente na ficção.