Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 24/06/2021

Nos dias de hoje, o que os países mais desejam é investir em pesquisas para a descoberta de vacinas contra inúmeras doenças. E muitos querem que a quebra de patentes aconteça, para que assim, o mundo todo consiga se beneficiar. Contudo, criar um imunizante leva muito dinheiro, precisa de instrumentos de qualidade e profissionais especializados, por exemplo, de acordo com a Folha de S. Paulo, o governo dos Estados Unidos investiu cerca de US$ 10 bilhões  na produção de vacinas contra a Covid-19. Ou seja, não é um procedimento barato e, no momento, quebrar as patentes não salvaria todas as vidas que estão sendo perdidas.

Em princípo, seria importante entender que a patente é o direito de qualificação e preparação dado ao criador, do que está sendo patentiado, para que nenhum outro país produza a sua “receita”. Ou seja, a patente de uma vacina é muito importante para quem produziu ela, pois dessa maneira os biomédicos envolvidos no desenvolvimento terão  seu trabalho valorizado e serão remunerados. E, também, para quem está recebendo ela, pois para fazer um medicamento é preciso utilizar e manipular materiais de boa qualidade, ou seja, ter certeza que quem fez tem o conhecimento necessário para isso.

Além disso, quebrar a patente não iria ajudar na distribuição de um imunizante. Por exemplo, supondo que encontraram a vacina contra a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) e qualquer país poderá produzir a própria vacina, pela quebra de patentes. Entretanto, uma nação que é muito pobre, não conseguirá produzir está vacina, porque não possui profissionais qualificados para a produção e aplicação da vacina, utensílios médicos e equipamentos adequados.

Em conclusão, o debate para a quebra de patentes é um assunto que não pode ser deixado de lado, pois não é justo aqueles países sem dinheiro ficarem sem vacina ou medicamentos. Por isso, a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OMS (Organização Mundial da Saúde), devem intervir e pedir ajuda de outros países para que eles diminuam o valor unitário do imunizante e que mandem grupos de especialistas da saúde para aplicarem as vacinas na população de países que estão precisando de ajuda.