Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 27/06/2021

A quebra de pantentes de vacinas é um assunto muito debatido nos dias atuais, que divide diversas opiniões cada uma com seus pontos positivos e negativos que vamos entender agora.

A disponibilização das patentes das vacinas de covid-19 é vista como uma forma de aumentar as produções de vacinas rapidamente fazendo com que a pandemia esteja cada vez mais próxima ao seu fim, porém pode desestimular a inovação da ciência além de envolver a econômia do país.

o advogado Marcelo Goyanes, procurador geral da Associação Brasileira dos Agentes da Propriedade Industrial (Abapi) explica que a possível quebra dessa roda da inovação pode se refletir na queda de investimentos nos setores tecnológicos, além de retaliações econômicas e políticas.

Mas por outro lado tem cientistas que gostam de compartilhar suas descobertas principalmente na pandemia, já que determinadas populações não teriam acesso a tanta tecnologia por falta de recursos, explica a imunologista Cristina Bonorino. A mesma afirma que “A quebra de patentes a toda hora desestimula a inovação sim, mas durante a maior pandemia de toda a história, não. Vivemos uma emergência mundial. É uma questão moral”.

Já o Doutor em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Pedro Villard, diz que  quebra de patentes não seria um desestímulo ao mercado de patentes no Brasil. Ele diz que a maior parte do investimento nas vacinas de Covid-19 foi feita por fundos de pesquisa públicos, ou seja, com dinheiro público. Isso quer dizer que as empresas que estão lucrando com a venda de vacinas financiaram apenas 25% dos investimentos em inovação. “Nada mais justo que essa patente seja um bem global”, afirma.

Diante de todas essas informações devemos ponderar os dois lados, tanto econômico quanto o bem que isso iria proporcionar a população em situação de pandemia.