Debate sobre a quebra de patentes de vacinas
Enviada em 27/06/2021
O uso de patentes nas vacinas têm se tornado um tema cada vez mais debatido e recebeu maior destaque por conta da situação atual do mundo. Mas para entendermos o porquê, precisamos ter noção de que o mesmo é responsável por ser uma das maiores dificuldades do processo da vacinação. O uso das patentes nos informa sua origem e por consequência, acesso à dados sobre o seu funcionamento. Agora, por que a quebra de patentes de vacinas precisa acontecer?
A situação em que nos encontramos não permite que possamos escolher qual das vacinas receber. A quebra das patentes veio como uma solução até mesmo temporária para evitar essa situação, tendo como objetivo principal acelear o processo de vacinação e garantir maior segurança. Os defensores desse método argumentam que, com a quebra de patentes, a vacina poderia ser fabricada de modo mais uniforme e conseguiria superar as expectatias dos países mais pobres em relação ao tempo para vacinar sua população. Também é usado como argumento o descarte de concorrência desleal, como em períodos de pandemias globais e guerras. Esse processo é responsável por muitos problemas tais como o monopólio de direcionamento dos imunizantes, fazendo com que os países mais pobres não possuíssem acesso e a quebra de patentes no mercado científico é vista como um desestimulante para os trabalhadores do setor. Por conta desses problemas, a quebra de patentes não seria aceita nos países de classe média alta de maneira total. O que resta é a possibilidade de uma quebra no período de circulação do vírus da covid-19. Houveram muitas baixas que poderiam ter sido evitadas caso a quebra de patentes tivesse sido padronizada no começo da pandemia.
Com base nos dados apresentados, é possível concluir que o debate sobre a quebra de patentes nas vacinas têm crescido de uma maneira muito forte no mercado e que existem motivos de ambos os lados na defesa do processo, mas nenhum deles anula o fato de que uma excessão deveria acontecer para o período em que estamos.