Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 28/06/2021

É de conhecimento geral que um novo e desconhecido vírus, até aquele momento, provocou um gigantesco surto viral no ano de 2019 que assombra todo o mundo até os dias de hoje, quase dois anos depois, denominado Coronavírus. Diante disto, a vacinação em massa tem sido um dos principais assuntos pautados ao redor do mundo e junto com ela, a quebra de patentes de vacinas, o que acaba por gerar e dividir opiniões.

Em primeiro lugar, patentear uma vacina, significa proteger o inventor da mesma perante a lei contra a utilização de sua invenção sem autorização por terceiros, ou seja, quebrar essas patentes significa que laboratórios do mundo todo podem produzir as vacinas, desde que tenham insumos necessários para isso, sendo assim, o custo gerado pelos insumos seria bem mais baixo e quanto mais baixo for, mais rápido eles chegam aos países e mais rápido as vacinas são produzidas.

Nesse sentido, especialistas em saúde pública afirmam que essa quebra seria uma maneira de diminuir a escassez de vacinas que assola o mundo, mas, por outro lado, especialistas em propriedades industriais afirmam que a quebra de patentes é uma forma de desvalorizar os cientistas e  profissionais, além das propriedades das empresas que foram responsáveis pelo desenvolvimento dessas vacinas.

Sobretudo, é evidente que para que se tenha o controle da contaminação de pessoas não só pelo coronavírus, mas por todos os outros vírus que também se fazem presentes no cotidiano da humanidade, é necessário que as pessoas sejam imunizadas de uma forma cada vez mais rápida, para que mais vidas sejam salvas.

Portanto, é dever do Estado, junto ao Ministério da Saúde, estabelecer um acordo com os laboratórios e empresas que desenvolvem as vacinas, por meios que satisfaçam ambos os lados, com o objetivo de que mais imunizantes sejam produzidos, dando, principalmente e exclusivamente, ênfase na importância da vida das pessoas, além disso, o conhecimento do quão importante é se vacinar, deve ser transmitido cada vez mais para as pessoas, por meio das mídias digitais, escolas, empresas, para que assim, muitos sejam imunizados e fiquem protegidos, gerando um ambiente seguro e controlado para todos.