Debate sobre a quebra de patentes de vacinas
Enviada em 23/07/2021
Segundo Zygmunt Bauman, a sociedade moderna se pauta no imediatismo. No entanto, sobre a quebra de patentes das vacinas, esse imediatismo se torna crucial, devido a propagação do Covid 19 (Corona Vírus). Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas a eficácia das vacinas e a produção em massa.
Visto que a eficácia dos imunizantes é contestável, torna-se custosa a resolução dos problemas causados por ela. Conforme ocorre a quebra das patentes para acelerar a imunização, não são feitos todos os testes necessários para saber o grau da eficácia das vacinas. De acordo com estudo feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não é possível conhecer a porcentagem de eficiência dos antígenos, antes de passar por todas as etapas até a comercialização, assim, pode ocorrer uma menor taxa de valência, comprometendo o efeito da vacina.
Além disso, a produção em massa é outro obstáculo presente na quebra das patentes. Pois, a matéria prima utilizada na produção das vacinas, acaba por ficar escassa durante um período de tempo, devido à produção em grande escala dos antígenos, para atender à demanda, que tem como causa o Covid 19 (Corona Vírus).
Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de uma reformulação nas etapas de produção das vacinas, a fim de promover uma melhor garantia no resultado final, mesmo com a aceleração, devido a quebra das patentes. Como também, estudar novas matérias primas, que podem ser utilizadas na produção dos antígenos, dessa forma, evitando a escassez dos materiais. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora no que tange a quebra de patentes das vacinas contra o Covid 19.