Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 10/08/2021

A quebra das patentes de vacinas contra a Covid-19 é essencial para o fim da pandemia. Somente através da produção em massa e da distribuição global é que o mundo todo poderá se ver livre dessa pandemia que assola milhões de pessoas.

Em nome do bem geral da nação, muitos países tem renunciado ao monopólio da vacina. Tal fato demonstra que a principal função da ciência é servir a humanidade e não ao capitalismo ganancioso. As patentes constituem mecanismos que colaboram para a sustentação do mercado científico, entretanto, devido as atuais circunstâncias deve-se optar pela complacência em âmbito global.

É muito difícil imaginar o motivo que leva o indivíduo a cogitar a possibilidade de manter restrita a vacina através das patentes. Elas atrasariam demasiadamente a vacinação, fazendo com que mais vidas sejam perdidas em troca manteria uma “propriedade intelectual”. Sem dúvidas é importante que seja valorizado a capacidade de desenvolver estudos e os autores do conhecimento, mas, esse status não deve valer mais do que a vida.

Sendo assim, deve-se prezar pelo direito natural à vida em primeiro lugar, e depois nos desdobramentos do capitalismo. Segundo essa linha de raciocínio, a produção em larga escala já é uma realidade em muitos países ricos, e para que não fique restrita somente a esses, deve haver a democratização dos insumos necessários para a fabricação acelerada e da distribuição adequada.

Portando, a fim de resolver a pandemia e deixar de lado todas as intrigas que o capilismo moderno impõe, carece que as quebras de patentes sejam realizadas e elas passem a servir a sociedade. Em um futuro não muito distante, quando todos - independente do país -estiverem a salvo desse vírus detestável, poderemos valorizar as grandes empresas que foram capazes de desenvolver formulas poderosas contra ele.