Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 18/08/2021

Mãe gentil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) é a instituição responsável por cuidar do bem-estar de toda a sociedade mundial, desde 1948. Dessa forma, o coletivo se sobressai ante o indivídual e, quando se trata das vacinas de Covid-19, faz-se preciso a ruptura das patentes, a fim de obter maior agilidade no cumprimento da ordem social. Logo, frente a cenários pandêmicos, debater acercar dessa pauta e silenciar os conflitos de interesses políticos entre grandes potências mundiais, faz-se necessário.

Diante desse quadro mundial, a revista Science publicou, em parceria com a OMS, em 2020, um artigo acerca da importância de romper com as patentes das vacinas de Covid-19. Segundo esse estudo, essa ruptura não só é capaz de acelerar o ritmo de vacinação mundial, como também reduzir as taxas de mortalidade do vírus, além dos seus índices de mutação e contaminação global. Dessa maneira, promover a quebra dessas patentes, em contextos de pandemias e endemias, é questão de saúde pública, pois o bem-estar social é de responsabilidade da força conjunta de todos os líderes mundiais. Uma vez que, é do interesse de todos contribuir para o fim da pandemia.

À luz dessa análise sociológica, Hipócrates, conhecido como o Pai da medicina, e Foucault, filósofo do século passado, contribuiram, dentro de suas visões filosóficas, na assertiva de que ante colapsos globais faz-se necessária a disciplinação da sociedade para atender as demandas da humanidade e não somente de um grupo específico; fato confimado pelo Organização das Nações Unidas, em 2018. Nesse sentido, frente a emergências, como a do SARS-CoV-2, vírus que resulta na Covid-19, todo e qualquer choque de interesses políticos ou econômicos, a começar pelo monopólio dos medicamentos dessa doença, devem ser anulados. Visto que essas disputas pela monopolização do tratamento e do desenvolvimento das vacinas podem resultar em milhares de mortes evitáveis.

Destarte, parafraseando o sociólogo Sócrates, o compartilhamento do saber é uma ferramenta de avanço social. À luz dessa ideia, a melhor rota de fuga da atual pandemia e a melhor conciliação política entre os presentes líderes mundiais está na troca de informações e de conhecimento. Para tal, cabe as Embaixadas de cada país, sobretudo a brasileira, com o apoio do Governo Federal, promover reuniões políticas que exprimam o desejo da nação em agilizar a resolução dessa problemática global que é o Covid, por meio do compartilhamento das patentes das vacinas e de informações que contribuam com a erradicação do vírus. Assim, com a ação conjunta desses agentes diplomáticos, o conhecimento útil será do alcançe de todos e o mundo gozará, tal como o Brasil, de ser “mãe gentil”.