Debate sobre a quebra de patentes de vacinas
Enviada em 31/08/2021
É sempre muito importante se ter um diálogo aberto, pois assim há a possibilidade de se conversar sobre questões importantes para a vida humana. Em 2020, o mundo inteiro foi abalado por uma situação até então inesperada para a sociedade contemporânea, uma pandemia. A Covid-19 apresentou-se como uma ameaça para a população de homo sapiens sapiens e, com isso, ficou escancarada a desigualdade social em diversos países, a qual atrapalha no processo de vacinação global. Visto isso, é imprescindível que o debate sobre a quebra de patentes de vacinas mostre a importância da celeridade em realizar tal tarefa.
Medo. Insegurança. Ansiedade. Essas palavras podem perfeitamente descrever o ano de 2020, pois a pandemia causou tamanho medo nas pessoas ao ponto delas ficarem inseguras quanto ao futuro. Tudo isso ocasionou uma ansiedade global para que a vacinação em massa, enfim, tivesse início; tendo como resultado a precipitação de uma “corrida desenfreada” das maiores potências para a fabricação de vacinas. Sob esse cenário, o primeiro alívio veio quando as vacinas foram desenvolvidas e começaram a ser fabricadas, mas então outro problema mostrou-se presente, a desigualdade social. Isso porque, os recursos para a fabricação das vacinas estão mais concentrados nas mãos de Estados mais desenvolvidos, o que deixa os países mais pobres em uma espécie de lista de espera. Esse tipo de atitude prejudica a população como um todo, pois, em locais com situações precárias, o vírus consegue se espalhar mais rapidamente, possibilitando o surgimento de variantes mais resistentes às vacinas.
Em virtude desse cenário, faz-se necessário um debate para a compreensão da importância do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), o qual é a principal substância de todo medicamento, pois fornece a atividade farmacológica necessária para o desenvolvimento de vacinas. Porém, poucos Estados estão fabricando-o e os mesmos são, principalmente, países mais pobres, por conseguinte, o ritmo de fabricação é lento. Isso porque eles não têm poder econômico suficiente para realizar um investimento maciço na fabricação do IFA, já que, para tanto, necessita-se de uma alta aplicação de dinheiro na capacidade produtiva do país em questão, além de capacitação técnica adequada para a execução das funções.
Sob esse viés, é primordial a existência de uma polarização da fabricação do IFA mundo afora e da quebra de patente, pois isso resultará em uma celeridade de sua fabricação, permitindo a vacinação em massa. Para isso, os países com mais dinheiro precisam fornecer verba para os menos desenvolvidos através de um acordo internacional extraordinário, por causa da pandemia. Como consequência, com o ritmo de fabricação acelerado, a vacinação em escala global será concluída em poucos meses.