Debate sobre a quebra de patentes de vacinas
Enviada em 20/10/2021
Em pleno século XXI, é perceptível que a sociedade brasileira não está preparada para uma pandemia. Numa situações de risco social, a desigualdade fica cada vez mais nítida. O principal objetivo nessa situação deve ser a vacinação de todos, porém, a má distribuição de renda e a burocracia para a distribuição da vacinação são fatores que impedem uma aceleração desse processo importante para a humanidade.
Em primeiro plano, observa-se a desigualdade social no Brasil. Segundo a Constituição de 1988, todas as pessoas devem ter direitos e deveres garantidos de maneira uniforme. Porém, o que se percebe é que esse direito não está sendo garantido em diversos setores, inclusive na pandemia, muitas pessoas sem planos de saúde acabaram morrendo na fila de espera de hospitais públicos por conta da alta demanda de pacientes. Enquanto isso, muitas pessoas com maior poder aquisitivo podem pagar e serem atendidos com horário marcado. Isso só demonstra a força que a desigualdade causa no país.
Em segundo plano, evidencia-se a dificuldade para essa distribuição dos imunizantes. Numa pandemia, o quanto antes todos forem vacinados, menos pessoas morrem. Porém o que se percebe é que há uma burocracia que impede esse acesso mais veloz. Impedir a quebra de patentes das vacinas é atrasar mais ainda a emissão desses imunizantes para todos. Michael Jackson, cantor e compositor, na canção “They Don’t Care About Us”, critica a irresponsabilidade do Estado em garantir as necessidades da população, gerando uma sensação de invisibilidade social nas pessoas. Percebe-se que esses cidadãos que estão esperando por uma vacina possuem esse mesmo sentimento diariamente.
Portanto, é necessário que o governo atue na saúde pública, por meio de investimentos nesse setor, de modo que todos os doentes sejam atendidos, a fim de garantir o atendimento de todos. Concomitantemente, o governo deve fazer a quebra de patente das vacinas, de modo a acelerar a vacinação, a fim de diminuir a proliferação do vírus nos indivíduos.