Debate sobre a quebra de patentes de vacinas
Enviada em 06/11/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU - promulgada em 1948 - diz que todos têm direito à saúde e bem-estar. Visto que isso não é uma realidade para muitos brasileiros, debate-se sobre a quebra de patentes das vacinas contra a COVID-19 na intenção de democratizar o acesso à vacina. Porém, os resultados não seriam rapidamente obtidos como o esperado, por causa do baixo investimento em formação técnica no país e do desagrado da empresa criadora.
A autorização para a produção das vacinas no Brasil exigiria profissionais que receberam a formação adequada para isso, como por exemplo no desenho “One Piece” onde o personagem Chopper, que estudou medicina por anos, é capaz de produzir uma vacina contra um vírus rapidamente, impedindo o seu espalhamento. Porém, o Brasil apresenta problemas de investimento em educação, como o corte de centenas de milhões de reais na área em outubro de 2022. A ausência de trabalhadores aptos a realizar essa atividade geraria um atraso maior na liberação de vacinas, além de maior investimento no processo.
Ademais, a quebra dessas patentes não agradariam os donos da inovação, que iriam fornecer apenas os insumos necessários, diferente do que ocorre quando há a disponibilização da licença voluntária por parte da empresa, onde elas também mandam profissionais que ajudem no trabalho. Também no desenho “One Piece”, o personagem Zoro pede a Luffy que ele o desamarre, mas Luffy só fez isso quando ele teve vontade, ao invés de fazer algo por palavras de alguém. Para os donos das empresas não é diferente já que, assim como o Luffy, as pessoas colaboram melhor quando querem do que ao serem obrigadas.
Portanto, como resposta alternativa à quebra das patentes da vacina contra o COVID-19 na intenção de democratizar o acesso à vacina para a população brasileira, é necessário que o Ministério da Educação invista mais na educação, fornecendo materiais e equipamentos para formar profissionais exímios. Além disso os Ministérios da Saúde e da Economia devem trabalhar juntos para convencer empresas, através de encontros, a disponibilizar licenças voluntárias e pessoas para auxiliar. Dessa forma, seria facilitada a disponibilização da vacina no país, protegendo mais pessoas e ajudando no controle do vírus.