Debate sobre a quebra de patentes de vacinas

Enviada em 29/10/2024

O princípio ético que norteia a medicina e comunidade científica se perdeu durante o período em que o dinheiro e o lucro desenfreado tornaram-se o mais importante na construção dos profissionais no Brasil e do mundo. Entretanto, o debate sobre a queda de patentes de vacinas e outras medicações não se restringe a ética e solidariedade. Outros complicadores dessa missão baseiam-se no entendimento do mundo globalizado e suas consequências, além de situações no casos de pandemias e desigualdades sociais.

Desse modo, é necessário entender que tanto leis, quanto desenvolvimento científico precisam ser estabelecidos no contexto social da época. Nesse ínterim, catástrofes sanitárias como a pandemia de Covid-19 dão um novo tom ao mundo globalizado e a livre circulação de pessoas. Fatos estes, que mostram que a alta rotatividade de pessoas entre países, diferentes culturas e hábitos de vida trazem a importância de se ampliar a cobertura vacinal, em todos os países do globo.

Ademais, tomando como orientação o trabalho de Bauman “Não são as crises que mudam o mundo, mas sim a nossa reação a elas”. É possível enxergar que esse pensamento vanguardista traz ensinamentos importantes para a nova maneira de lidar de autoridades e governos de países desenvolvidos. Assim, investir em ciência para o desenvolvimento das pessoas como um todo e não em benefício próprio, é a maneira correta de se conservar e prevenir a saúde global.

Por fim, trazendo situações de ética e equiparação social, elevar o debate acerca da quebra de patentes de vacinas, focando não em apenas o dinheiro como aspiração principal, mas considerando o contexto globalizado e o risco de novas pandemias e a solidariedade a países não desenvolvidos torna-se super necessário.

Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com representações políticas da Organização Mundial de Saúde, Organização das Nações Unidas e a comunidade médica, colocar a saúde global como um estágio a ser alcançado. Ainda que haja investimento e lucros financeiros, estabelecer condições favoráveis a quebra de patentes em países não desenvolvidos, facilitando o desenvolvimento e, quando necessário, aquisições de outros países. Transformando a relação internacional em cooperativa, visando a saúde global como alvo.