Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 04/06/2020
A Quarta Revolução Industrial, emergida em meados do século XXI, possibilitou a integração sistêmica entre diversas áreas de conhecimento científico. De maneira análoga, a ascensão de empresas mais flexíveis tem atraído indivíduos mais adeptos às novas tecnologias da informação. Com efeito, é mister analisar a relação intrínseca entre as startups e a geração de Millennials, bem como expor os impactos desse fenômeno nas relações mercantis e na economia.
Em primeiro plano, é imperativo pontuar que o cenário global, marcado por constantes inovações tecnológicas, requer um maior nível de adaptação ao contexto vigente. Dessa forma, são nítidas as transformações nas relações de trabalho, uma vez que o mercado atual exige maior flexibilidade e autonomia, o que leva muitos empreendimentos à contratação de pessoas mais jovens. No entanto, as empresas tradicionais, menos adequadas a esse panorama, possuem menor adaptabilidade, o que gera uma concorrência desequilibrada com as startups. Logo, tal fenômeno pode ser analisado à luz do filósofo Bertrand Russell, que afirma que a mudança é indubitável, mas o progresso é controverso.
Outrossim, é válido averiguar que os contrastes socioeconômicos entre negócios tradicionais e modernos prejudica a equidade entre esses dois setores. Isso ocorre, na prática, pela ampla capacidade de empreendimentos mais flexíveis em lidar com quadros de crise econômica, devido à inserção de indivíduos mais jovens nesse ramo mercadológico. Um exemplo disso se dá pelo contexto hodierno, em que diante de uma pandemia de Coronavírus (COVID-19), as startups possuem crescimento superior aos demais negócios, segundo estudos do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb).
Em síntese, a observação crítica dos fatos sociais reflete a necessidade de colaboração entre instituições para equilibrar essa conjuntura. Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio de parcerias público-privadas, implementar projetos de especialização tecnológica e profissional para o mercado de trabalho nas escolas, em troca de isenção tributária às empresas colaboradoras, a fim de aprimorar a adaptação das gerações recentes às mudanças corporativas. Ademais, o Ministério da Economia deve, a partir da concessão de subsídios financeiros, incentivar empreendimentos mais frágeis e tradicionais a lançar novas estratégias de adaptabilidade perante cenários de crise econômica, com o objetivo de gerar equidade na concorrência entre os diversos setores. Assim, será possível minimizar os impactos desiguais da relação entre startups e geração de Millennials.