Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 04/06/2020
Desde que Henry Ford desenvolveu o modelo de produção em massa de veículos com o “Ford T” o trabalho nunca mais foi o mesmo. Com o passar dos anos a tecnologia utilizada nas atividades laborais foram moldando o perfil do empregado e além disso, foram substituindo os modelos tradicionais e ultrapassados de trabalho por novos modelos como as “Startups”. Por consequência, as gerações mais jovens encontram dificuldade em se adaptar às culturas empresariais engessadas e não se satisfazem com o próprio trabalho, sendo esse um problema que está relacionado diretamente à realidade do Brasil seja pela negligência governamental, seja pela irresponsabilidade social.
A princípio, é incontestável que a inoperância governamental esteja entre as causas do problema. Poucas são as políticas públicas de capacitação do mercado de trabalho que se atualizaram as novas necessidades do trabalhador. Nesse prisma, de acordo com o filósofo Johm Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função constitucional de proporcionar qualidade de vida aliado ao direito ao trabalho. De certo, isso se exemplifica na reportagem publicada pelo Diário de Pernambuco, em 2019, que informa que mais de 1000 vagas não conseguem ser preenchidas por que não encontram profissionais qualificados.
Outrossim, destaca-se a cultura da desinformação da população, que muitas vezes, devido ao senso comum, acabam não fazendo uma reflexão sobre a dinamicidade do mercado de trabalho que reflete o próprio ser humano, isso desencadeia um efeito negativo fazendo com que indústrias tradicionais continuem praticando um modelo de negócio que não atende mais ao operário.Isso é concordante com o pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Tal fato pode ser observado na falência de grandes empresas como a locadora de filmes “Blockbuster” que fechou as portas após se negar a aceitar as mudanças do mercado e do mundo.
Diante desse cenário, é mister que o Ministério do trabalho atualize as políticas de capacitação profissional, por meio de cursos profissionalizantes que proporcionem a população as habilidades necessárias para o novo mercado de trabalho, a fim de preencher vagas ociosas e diminuir o desemprego no país, sendo isso necessário para atenuar a problemática da falta de adaptação das novas gerações aos empregos tradicionais. Além disso, as instituições educacionais devem capacitar a população sobre a necessidade do dinamismo no trabalho através de campanhas de conscientização vinculados nos principais meios de comunicação, para que, gradativamente, os efeitos que começaram a partir do modelo de produção de Ford sejam minimizados.