Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 20/06/2020

A biologia define a protocooperação como uma relação entre espécies diferentes e que é benéfica para ambas, não sendo obrigatória, ou seja, as espécies são independentes, porém, quando associadas possuem resultados melhores. Da mesma maneira é possível classificar a relação dos chamados millennials - a última geração de nascidos antes dos anos 2000 - com as startups, devido a duas questões primordiais.

A primeira delas é uma característica que os millennials possuem em comum: a valorização do equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional, e não é possível encontrar esse equilíbrio em uma empresa que entrou em funcionamento em uma época que a doutrina valorizada era outra. Corporações rigidamente hierarquizadas e com anos de tradição e história não são atrativas para profissionais como esses, visto que são instituições que apresentam uma certa resistência em mudar seu modo de trabalho em função da época em que estão.

A segunda questão é que esses jovens nasceram em um mundo onde a Revolução Tecnológica é capaz de mudar o cenário em que estão inseridos em questão de poucos anos. Toda essa mudança fez deles seres humanos altamente adaptados e conscientes de que a era das carreiras longas - em uma mesma empresa - acabou, devido ao fato de que atualmente, o tempo de surgimento de novas corporações e a falência de outras está muito dinâmico.

Atendendo a essas características, surge a relação de protocooperação entre os jovens millennials e as startups. Essas empresas são difíceis de definir, pois atuam em um campo diverso - como Google, Netflix - porém, possuem características em comum que atraem os diversos jovens trabalhadores especializados, como uma linha de administração de negócios que compreende que o bem estar físico e emocional de seu funcionário resulta em um melhor desempenho do mesmo e, por consequência, em melhores resultados empresariais, além do uso da tecnologia aliada a criatividade para solucionar problemas do dia a dia.

Conclui-se, portanto, que as relações estabelecidas entre empregador e empregado sofrem em constantes mudanças. E, devido ao mercado de trabalho movimentado por essas empresas, é de interesse do Governo que essa compatibilidade se perpetue em pontos estratégicos do território nacional. Para que isso seja possível, é necessário que o Ministério da Educação crie e execute um projeto de investimento em universidades públicas - estaduais e federais - principalmente nos estados que possuem um menor desenvolvimento econômico, pois a capacitação de um elevado número de jovens produzirá uma mão de obra atrativa à formação de pólos tecnológicos nessas regiões, que, por consequência, com a chegada dessas empresas se beneficiará com uma elevação no seu desenvolvimento econômico.