Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 15/07/2020
A Quarta Revolução Industrial promoveu uma aproximação entre ser humano e tecnologia através de novos conhecimentos e comunicações. De forma análoga, no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, a criação das statups tornou essa relação evidente no mercado de trabalho devido à proposta de rotinas mais flexíveis e menos burocráticas, o que se encaixa no cotidiano do homem moderno, os millennials. Porém esse novo estilo de vida agravou problemas como a desigualdade social e a falta de inclusão. Assim, hão de serem analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de maneira eficaz. A priori, é imperioso destacar que o panorama supracitado implica no aumento da desigualdade social. Isso porque, as startups estão diretamente ligadas á tecnologia e internet e, embora, em tese, a geração “y” tenha contato com essas inovações, muitas dessas pessoas ainda não tem condições suficientes para se adequar a essas novas exigências. Nesse âmbito, ratifica-se a tese do filósofo francês Pierre Levy, de que toda nova tecnologia gera seus excluídos. Destarte, torna-se evidente a discussão sobre esse tema com o intuito de resolver essa problemática.
Outrossim, é imperativo pontuar que conforme Immanuel Kant, o princípio da ética é agir de forma que determinada ação possa ser uma prática universal. De maneira semelhante, a criação de uma forma de trabalho que não promova inclusão com equidade vai de encontro à ética kantiana, dado que se todas as empresas não promoverem com eficiência oportunidades justas para todos os cidadãos, a sociedade entraria em profundo desequilíbrio. Portanto, precisa-se de uma intervenção para que essa questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pelo corpo social.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem problemas que relacionam startups e a geração do milênio. Para tanto urge que as escolas, em parceria com as famílias, insiram discussões sobre esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestras com a participação de especialistas, a fim de promover, desde a infância, o conhecimento das novas exigências do mercado de trabalho e o que é preciso para se adequar a tais. Soma- se a isso o papel dos cidadãos de, através do usufruto de auxílios e bolsas disponibilizadas pelo governo, priorizar a própria formação profissional com o fim de não serem “atropelados” pelas novas direções das atividades trabalhista. Somente assim, tal hiato reverter-se-á, sobretudo na perspectiva tupiniquim, fazendo “jus”, deveras, à ética kantiana.