Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 14/06/2020

Com a Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, e a busca incessante do homem por novas tecnologias, inicialmente para satisfazer suas demandas de trabalho, a especialização do conhecimento, principalmente tecnológico, passou a ser de grande valia. Contudo, a transição para o século XXI trouxe inúmeras modificações, entre elas a busca por trabalhos mais flexíveis, possibilitando à essa geração o ingresso no empreendedorismo, além de priorizar cuidados com a saúde e lazer.

Em um primeiro plano, é imprescindível ressaltar que os “Millennials”, geração que nasceu juntamente com a internet, refletem os efeitos de um mundo globalizado. Para o sociólogo Zygmunt Bauman, as tecnologias tornaram a “modernidade líquida”, isto é, as relações são fluidas, as mudanças são constantes. Nessa perspectiva, percebendo o desgaste gerado pela liquidez dos acontecimentos, a Geração Y passou a ter um olhar diferenciado de sua realidade, se apoderando das descobertas tecnológicas e ingressando no mercado de “startups”, pequenos empreendimentos que por facilitarem o dia a dia dos indivíduos na atualidade, como o desenvolvimento de aplicativos para tarefas específicas, se transformam em grandes estratégias de mercado. Dessa forma, os “Millennials”, cobaias da “modernidade líquida” citada por Bauman, se destacam e solidificam suas relações de trabalho.

Além disso, por se tratar de uma geração autônoma profissionalmente e adepta à flexibilização, os cuidados com a saúde e momentos de lazer são considerados fatores fundamentais nesse processo, também servindo como “startup” para esses indivíduos. Essa realidade é comprovada no cotidiano em que são cada vez maiores os números de academias de atividade física pelas cidades, de lojas e restaurantes com foco em alimentos saudáveis, além disso, as discussões acerca de saúde mental e psicológica tem ganhado espaço como nunca; todos esse fatores acumulam ainda mais força com a internet. O escritor suíço Alain Botton assemelha o meio cibernético a um catalizador, isto é, as reações e sensações são ainda mais estimuladas. Sendo assim, a partir do olhar da Geração Y, nada melhor do que utilizar um instrumento que influencia tanto a vida da sociedade para o benefício da mesma.

Verifica-se, portanto, a influência dos “Millennials”, frutos da tecnologia, nas relações de trabalho do século XXI. Cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Economia, por intermédio das Universidades, investir e fomentar de forma constante pesquisas de cunho tecnológico, por meio de projetos de iniciação científica com foco em empreendedorismo, possibilitando que os “startups” sejam uma realidade para um número maior de jovens e contribuindo para a economia do país. Além disso, investir no pequenos empresários, possibilitando que seus trabalhos sejam reconhecidos e disseminados, possibilitando que a internet seja utilizada à favor da sociedade.