Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
O filme “O estagiário” retrata a vivência de uma startup criada por uma mulher da geração de Millennials. Nesse âmbito, observa-se como essa geração atua de forma positiva no modelo de empresa em questão, no entanto apresenta algumas lacunas de gestão e convivência. Dessa forma, deve-se analisar como a flexibilidade excessiva desse perfil de trabalho e a ausência de leis trabalhistas que se adequem à essa realidade profissional refletem de forma negativa nessa relação empresarial.
Mormente, pode-se inferir que o excesso de flexibilidade dos Millennials contribui negativamente para essa relação empresarial. Nesse sentido, algumas cenas do filme “O estagiário” mostram como a troca de experiências com um profissional advindo de uma empresa tradicional contribuiu para uma organização mais efetiva e um melhor rendimento da empresa, haja vista que muitas vezes o excesso de flexibilidade dos mais jovens, aliado às possibilidades oferecidas pela tecnologia na atualidade, gera uma carga expressiva de trabalho extra e certa falta de objetividade. Por consequência disso, essas empresas apresentam o lucro comprometido, o que poderia ser resolvido com uma melhoria na logística empresarial.
Outrossim, a falta de uma legislação trabalhista que se adeque a esse perfil de trabalho influi de forma negativa para essas empresas. Nesse contexto, observa-se que startups como “ifood”, “uber”, entre outras, obtiveram sucesso por meio do desenvolvimento de aplicativos que terceirizam seus serviços. Diante disso, muitos dos seus trabalhadores fazem parte da geração de Millennials que são atraídos pela possibilidade de trabalho flexibilizado e autônomo, muito característicos do seu perfil. Contudo, pode-se inferir que as leis trabalhistas não possuem uma especificidade efetiva de proteção aos direitos desses tipos de trabalhadores, uma vez que só recebem se estiverem de fato produzindo.
Destarte, cabe à iniciativa privada das startups e aos indivíduos que gerenciam-nas, a busca por uma gestão mais adequada dos recursos e da logística dessas empresas, por meio da contratação de funcionários com diferentes perfis e que possam compartilhar experiências com o fito de melhorar o rendimento e a lucratividade dessas empresas. Ademais, faz-se necessário que o Governo amplie a efetividade social das leis trabalhistas, buscando a inclusão desse tipo específico de trabalhador terceirizado por aplicativos, por meio de uma fiscalização dos processos contratuais referentes à contratação desses servidores, com o objetivo de garantia dos seus direitos como trabalhadores.