Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
O filme americano " A rede social" conta a história do estudante, Mark Zuckerberg, que decide criar uma rede social inovadora para a conexão e interação dos alunos de sua instituição. Nele, é possível perceber tanto a genialidade do aluno, pertencente a geração millennials, que cria um verdadeiro império, como a falta de empatia profissional que ele demostra com seus parceiros iniciais. Fora da ficção, a realidade descrita no filme, assemelha-se a de muitas pessoas inseridas nessa geração. Sendo assim, é indispensável a análise do tema para se possa estabelecer um equilíbrio entre o desenvolvimento de startups e uma boa conduta profissional.
Em primeiro lugar, é importante salientar que a educação é fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, de acordo com reportagem na revista Exame, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente observado no pequeno índice de startups desenvolvidas atualmente em território brasileiro. É necessário que um maior investimentos seja realizado ainda na educação de base para que alunos se sintam estimulados, desde cedo, a inovação e ao desenvolvimento de startpus no país.
Por conseguinte, é válido ressaltar, ainda, que a falta de diretrizes profissionais que atenda a atual transformação no cenário econômico e corporativo é grande agravante do problema. Segundo o químico francês Antoine Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Nesse contexto, torna-se necessário destacar que o mundo corporativo deve se adequar a nova geração de força de trabalho, disponibilizando éticas profissionais correspondentes, sem que para isso, ocorra limitação do potencial criativo, assim como, de inovação de seus novos colaboradores.
Portanto, é inferido, de acordo com os aspectos supracitados a fundamental parceria entre poder público e privado para a melhor condução de jovens ao novo mercado de trabalho. Eles devem financiar a educação proativa, promovendo palestras e curso que versem sobre as transformações digitais e seus impactos no mundo corporativo, a fim de gerar futuros profissionais com maior capacidade criativa e com melhor consciência e empatia. Possibilitando assim, que esses profissionais da geração millennials possam escolher conduzir sua carreira de forma mais harmônica do que escolheu o protagonista do filme " A rede social".