Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 14/06/2020

Os Millennials e sua revolução comportamental representam uma evolução do indivíduo diante da sociedade. Tal tese se fundamenta na libertação de crenças limitantes, como hierarquias rígidas e subordinação irrestrita a autoridades morais, bem como respeito à diversidade de gênero e etnias por parte da geração em questão.

O desenvolvimento dessas geração representou a ruptura com muitos padrões comportamentais das gerações anteriores, às quais respeitavam inúmeras convenções sociais, como a “família tradicional” e a supervalorização desta instituição social, a qual não contempla a realidade de milhares de indivíduos e é frequentemente romantizada em discursos políticos, desrespeitando a diversidade e democracia, bandeiras defendidas fortemente pelos Millennials.

Além disso, a ânsia por liberdade e justiça tornou os membros desta geração verdadeiros agentes sociais, os quais têm consciência de seus direitos e coragem para combater e discutir estruturas burocráticas rígidas que podem ser abusivas ou de certa forma oprimir o cidadão.

Diante da notável necessidade de consciência, responsabilidade e coragem para assumir lutas por reformas sociais, é notável a evolução do indivíduo frente a sociedade promovida pela revolução comportamental dos nascidos entre 1979 e 1995. A fim de tornar essas características e valores mais presentes na juventude, o que garante agentes sociais mais engajados no futuro, o Governo Federal poderia promover campanhas na educação infantil e ensino fundamental com palestras e discussões acerta do respeito à diversidade e questionamento de estruturas rígidas e hierarquizantes, visando a democracia e respeito ao próximo.