Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 14/06/2020

Os millennials já representam a maioria da população brasileira e 50% da força de trabalho, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Itaú BBA. Até 2030, o número de assalariados que são parte dessa geração deve chegar a 70%. Os millennials gostam de tecnologia, usam os aplicativos em peso, preferem trabalhos mais flexíveis e não hesitam em mudar de emprego caso estejam insatisfeitos.

Além disso, um bom milênico tentará fazer a diferença, muitas vezes usando a tecnologia, com a qual é tão familiarizado. Por conta disso, aliás, que é fácil encontrar startups criadas por millennials que buscam resolver problemas do mundo tradicional que não foram resolvidos pelas gerações anteriores. Se for por meio de um aplicativo, melhor ainda. Não é ao acaso que, à procura por esses serviços aumentou 40% em relação ao últimos anos, como informa o site BBC News.

Ademais, os jovens buscam ambientes menos hierárquicos e burocráticos, onde possam participar de forma ativa das decisões de negócios. Para os millennials, não basta que as empresas ofereçam bons salários. Eles buscam sentido no trabalho desempenhado e querem atuar em locais que compartilhem dos seus valores. Empresas, é claro, notaram essa tendência de consumo, investindo em atingir esse público com produtos e serviços que atendam às suas exigências. A internet e as redes sociais são canais essenciais para alcançar esses jovens tão conectados.

Sob a ótica da relação trabalhista mais flexível, cabe as empresas que facilitem a relação patrão-empregado para que hajam uma pauta mais harmoniosa e que existam menos tramites administrativos. O investimento no acesso à tecnologia, contribuirá certamente para o desenvolvimento geral de ambos as classes.