Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 14/06/2020

O filme norte-americano, “O Estagiário”, retrata a vida de um senhor de 70 anos que se recusa a se aposentar e, para voltar a ativa, torna-se estagiário de um site de moda composto majoritariamente por jovens, gerando um forte choque entre as gerações. Análoga à realidade, tem se tornado cada vez mais comum o crescimento das chamadas startups, haja vista que a geração de Millenials caracteriza-se pela inovação tecnológica e, consequentemente, revoluções no modo de vida e trabalho. Dessa forma, tal geração rompe com a anterior cultura corporativista e busca satisfação no trabalho.

Em primeira análise, urge ressaltar que atualmente as pessoas estão visando não mais carreiras estáveis, mas sim aquelas que as satisfaçam. Sob está perspectiva, entende-se que com o advento da tecnologia e as novas formas de trabalho, faz com que a antiga visão corporativista centrada no acúmulo de bens e títulos deixe de ser prioridade, dando lugar ao equilíbrio entre ofício e vida pessoal. A exemplo de tal fato, tem-se uma das startups de maior sucesso global: o Google, que é conhecida pelos ambientes de trabalho flexíveis e atenção para o bem-estar dos funcionários.

Em segunda análise, é notório o aumento da felicidade do indivíduo em virtude do hodierno estilo de vida equilibrado proporcionado pelas startups. Conforme citou o filósofo chinês Confúcio, “escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”, tal óptica explicita que se o trabalhador estiver contente com seu emprego, haverá mais chances de ser feliz, o que leva à uma maior produtividade e rendimento, beneficiando também as empresas, como é o caso das empresas que optam por incentivos ao compartilhamento de ideais com workshops ou até oferecimento de lanches. Assim, essa mudança no estilo de vida da população é benfeitoria.

Portanto, infere-se que a relação das startups e a geração Millennial precisa ser debatida para que se tire maior proveito das inovações do mundo trabalhistas. Diante disso, cabe ao Governo Federal, na figura do Ministério do Trabalho, legalizar projetos que permitam contratos patrão-empregado, a fim de facilitar as relações de trabalho. Outrossim, compete à imprensa e às mídias virtuais realizar amplas campanhas que estimulem os setores privados a adotar medidas que melhorem a qualidade de trabalho de seus empregados, como a exibição de reportagens que mostrem os resultados de ambientes de trabalho agradáveis e como podem consegui-los. Só assim, o bem-estar da população irá crescer de maneira igualitária para todas as gerações, inclusive as mais antigas como a do personagem do filme “O Estagiário”.