Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
A revolução Técnico-Científico-Informacional, iniciada em meados do século XX, possibilitou um grande avanço na sociedade e também alterou as concepções da sociedade. Nesse contexto, no Brasil, o debate acerca da relação entre as startups e a geração dos Millennials torna-se importante, visto que ambos têm estado intimamente relacionados, devido às propostas das primeiras e à forma de pensar dessa nova geração.
No século XXI, o mundo se tornou um ambiente propício ao desenvolvimento de debates nas mais variadas esferas, como da igualdade de gênero e da sustentabilidade ambiental, esta segunda se materializando em conferências mundiais como a ‘‘Rio +20’’. Com isso, tem se originado ao redor de todo o globo as empresas chamadas startups que, cunhadas nesse cenário inovador, apresentam formas diferentes de trabalho, propondo novas políticas empresariais, como a primazia por um tipo de ‘‘produtividade saudável’’. Diante disso, nesse tipo de produtividade, as empresas estimulam seus funcionários a produzirem conforme a criatividade e o ritmo deles, respeitando a individualidade. Tal sistema de trabalho, conforme exposto pela Revista Época, é aplicado pela mundialmente conhecida ‘‘Google’’, a qual outrora foi uma startup e hoje possui seu modelo copiado por várias outras.
Além disso, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vive-se hodiernamente na chamada ´Moderninade Líquida´, em que as relações sociais têm se tornado mais fluidas, ou seja, mais flexíveis, em oposição à antiguidade, na qual as relações tendiam a ser inflexíveis. Nesse sentido, esse conceito de modernidade é o procurado nas relações de trabalho pela chamada Geração Y, porque ela tem almejado mais flexibilidade, influenciada por uma mentalidade desenvolvida atualmente, de busca por liberdade em tudo, em virtude do seu atual modo de vida, o qual é envolvido pelos novos meios de informação e de interação, por exemplo as redes sociais, proporcionadas pela internet. Desse modo, o estilo de trabalho procurado por essa geração é encontrado principalmente nas empresas startups e, então, ela acaba se tornando a principal mão-de-obra destas.
Portanto, com o fim de intensificar a relação entre os Millennials e essas entidades inovadoras, com maior oferta de empregos, o Ministério da Economia, parte essencial do Poder Executivo, deve ampliar as oportunidades de criação das startups, reduzindo a burocracia e os impostos para essa ação. Ademais, o Ministério da Educação deve, a fim de incentivar a já crescente mentalidade da Geração Y, orientar, desde o Ensino Fundamental, acerca do funcionamento do mercado de trabalho atual, por meio da ministração de aulas nas redes pública e privada.