Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
O sujeito inserido na pós-modernidade é dotado de múltiplas habilidades, segundo o sociólogo britânico Stuart Hall. De maneira análoga, é possível relacionar tal obra a uma das discussões mais recorrentes na sociedade em voga: o surgimento de empresas emergentes e a geração Y; já que ambas nasceram cercadas de modernizações tecnológicas; dessa maneira, destacam-se como dois efeitos de tal relação: a precária democratização de acesso ao ensino entre camadas sociais e altos custos para iniciar uma startup. Nesse sentido, urgem medidas que minimizem esse hostil cenário na sociedade.
Em primazia, é valido ressaltar a carente democratização de acesso ao ensino e à tecnologia no Brasil. A obra “Ensaio sobre a cegueira”, do escritor português José Saramago, metaforiza a alienação frente às demais realidades sociais existentes em uma mesma sociedade. Dessa forma, a educação cívica e tecnológica se reflete no surgimento, ou na falta, de inovações nos grandes mercados; a inicialização de startups como “empresas do futuro” está relacionada ao processo de inovação de serviços já existentes, contudo, as realidades sociais distinguem na contemporaneidade à medida que o acesso à tecnologia e à informação atingem um grupo seleto de millennials com uma condição financeira superior e que possuem um nível elevado de escolaridade. Em suma, o surgimento de empresas emergentes está diretamente relacionada ao poder aquisitivo de algumas pessoas na sociedade e se limita ao interesse das mesmas.
Ademais, os altos custos e a burocracia para criar novas empresas dificulta o surgimento de muitas startups. A obra “Abaporu” ,da pintora brasileira Tarsila do Amaral, representa e valoriza o trabalho braçal e desvaloriza o trabalho mental com a dismorfia entre um corpo muito grande e uma cabeça muito pequena; por conseguinte, o enaltecimento sobre o trabalho braçal dificultou a formação de uma sociedade pensante, além disso, traz diversas dificuldades sobre a criação de empresas inovadoras. A burocracia presente para se iniciar um empreendimento e os altos custos configuram a desistência de mentes inovadoras que poderiam contribuir economicamente com o país, assim, o trabalho braçal que é valorizado por parte da indústria e dos outros setores econômicos dificulta o processo de modernização de serviços já existentes e criação de novos serviços.
Em síntese, para mitigar as mazelas causadas pela precária democratização de acesso ao ensino e à tecnologia e pelos altos custos para inicialização de novas empresas, é mister que o Ministério da Educação crie oficinas extraclasse, durante aos sábados ou contra turno nas escolas e universidades, para democratizar o ensino e acesso à tecnologia no país; outrossim, é dever do Ministério da Cidadania promover a redução de impostos e burocracia para criação de startups, afim de facilitar o surgimento de novos e melhores serviços. Assim, o país estará contribuindo para formação de jovens empresas.