Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
O programa televisivo Shark Tank avalia as diversas propostas de participantes que buscam empreender de forma inovadora e alcançar, para isso, o financiamento dos potenciais investidores que constituem os jurados. Nessa perspectiva, pode-se observar o surgimento de novas empresas que buscam, fundamentalmente, atender às novas realidades mercadológicas por meio de variadas inovações: as startups. Verifica-se, também, a intrínseca ligação entre os jovens que compõe a geração do milênio e o aparecimento da modalidade empresarial abordada, seja pela influência tecnológica, seja pela busca da flexibilização laboral. Portanto, torna-se fulcral a discussão acerca dessa relação.
A priori, nota-se que a Revolução Técnico-Científica e Informacional, intensificada a partir de 1970, promoveu a inserção das pessoas que nasceram após esse período em um contexto marcado por descobertas e evolução no campo tecnológico. Com isso, a geração Millennials ou geração Y - nascidos entre 1980 e 2005 - foi fortemente influenciada pela tecnologia em sua formação, o que potencializou o desdobramento das jovens empresas. Tal cenário, nesse sentido, deixa evidente a correspondência entre a linhagem milennial e o aparecimento dos negócios emergentes, dado que o fluxo informacional e a acessibilidade prática aos mecanismos tecnológicos foram amplamente utilizados pela geração em debate, o que resultou em ideias inovadoras, materializadas nas startups.
Ademais, observa-se que a procura cada vez maior por flexibilidade na esfera laboral corrobora a realidade em discussão. Nesse sentido, de acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil, o número de startups no Estado brasileiro cresceu expressivamente, e aproximadamente 72% dessas empresas são lideradas por jovens entre 25 e 40 anos de idade. Diante desse informativo, percebe-se que a geração do milênio é predominante na liderança de empresas emergentes, o que deixa clarividente que esse grupo tem buscado maior autonomia e, por conseguinte, maior flexibilidade na esfera do trabalho, o que resulta no aumento da gestão desse modelo empresarial pela geração Y.
Dessarte, é mister que essa nova realidade seja discutida pelos diversos setores da sociedade, a fim de garantir o conhecimento e o aprimoramento da modalidade empresarial exposta. Para isso, os Estados, associados aos órgãos educacionais, como ministérios da educação, devem promover o incentivo ao desenvolvimento das startups, por intermédio da difusão de informações acerca do empreendedorismo, com o objetivo de estimular as empresas emergentes e o crescimento econômico. Além disso, os meios tecnológicos informativos devem propagar informações acerca da relação entre geração Y e os negócios em questão. Assim, será possível que a realidade exposta no programa Shark Tank seja amplamente discutida entre os públicos constituintes da sociedade hodierna.