Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 14/06/2020

A Revolução Industrial viabilizou o desenvolvimento de novas formas de trabalho,principalmente com o advento das tecnologias de informação, as quais potencializam a produção e flexibilizam o tempo de trabalho. Nessa análise, é fato que as mudanças nas lógicas trabalhistas do século XVIII persistem na hodiernidade por meio das startups, configurando uma maior participação dos proletariados nos processos produtivos e mitigando as vagas de ocupação á mão de obra especializada, como da geração millennials. Assim, faz-se necessário analisar as causas e consequências dessa realidade.        Em primeira análise, a produção tecnológica, marco do século XXI, requer indivíduos com maior profissionalização e qualificação para as empresas, reflexo do avanço educacional da geração millennials. Isso porque, segundo o escritor Peter Drucker, a tecnologia da informação torna a educação um mercado de intensiva de capital, ou seja, a educação passa a ser um investimento que garanta o emprego dos futuros trabalhadores. Dessa forma, é notório que a globalização, durante os anos de 1981 a 1996, colaborou para essa visão flexível de mundo, na medida em que a geração X preocupou-se em proporcionar um conhecimento geral dos seus filhos, pertencentes a geração millennials, o qual, nos dias atuais, reflete na preferencia desses indivíduos para as startups.                                           Por  conseguinte, os jovens da hodiernidade tem as vagas de emprego restringida, pois mesmo com a maior abrangência da educação e informação, a geração alpha é conhecida pelo mercado industrial como menos classificados para a produção em massa. Nesse sentido, de acordo com a filósofa francesa Simone de Beauvoir, existem alguns grupos sociais mais valorizados que outros, sendo, portanto, inegável que a pouca ocupação desses jovens no mercado de trabalho deve-se a preferencia das startups por indivíduos imersos na período de inovação e revolução tecnológica. Desse modo, o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal são os pontos principais para a escolha de proletariados nas empresas da contemporaneidade.                                                                                                                 Urge, pois, que medidas sejam realizadas para mitigar os problemas desse quadro. Cabe, diante disso, que as escolas, por intermédio do uso de tecnologias, com o advento de aplicativos educacionais que contribuam para o maior aprendizado do aluno, proporcione uma educação profissionalizante - junto ao equilíbrio no aprendizado, haja visto que essa é a característica principal do futuro trabalhador - visando a participação igualitária de todos os indivíduos no mercado de trabalho, além de maior bem-estar para as gerações millennials e alpha nas startups.